Para amar é preciso - primeiro - não ter medo.
Deixar o coração atento,
a alma desperta,
todos os sentidos alertas.
Dar ternura em cada momento,
palavras doces e olhares, cuidados, carícias e tempo.
Porque o amor precisa, insaciável que é, de muito alimento.
LIC / 19_ _
O meu olhar. O olhar do outro. O olhar profano. E o místico. Feminino e masculino. Olhares apaixonados. Outros, razão pura. Todos, restritos. Poucos se aproximam do Infinito. São nossos olhares, distintos olhares sobre o mesmo Universo. Porque "agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face. Agora meu conhecimento é limitado, mas, depois, conhecerei como sou conhecido" (1Cor 13, 12).
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quinta-feira, 28 de maio de 2015
terça-feira, 26 de maio de 2015
O que é AMOR
Pode a mente humana se regenerar? Pensar sem pensamento? Pensamento é passado, todo o arcabouço cognitivo-emocional que acumulamos e interiorizamos desde o advento do ser humano sobre a Terra.
Pode a mente humana, que evoluiu na separação: minha família, meus amigos, minha casa, meus livros, meu carro, meu trabalho etc.; que se construiu na fragmentação: "eu” mulher, “eu” filha, “eu” esposa, “eu” mãe, “eu” amiga, “eu” profissional etc.; em contradição, em conflito, em dualidade, entre estes inúmeros “eus”, que são as inúmeras imagens que se tem de si mesmo, e o “não eu”, ou seja, o outro, a imagem que se formou do outro, se regenerar?
Quando a mente humana observa sem o observador, melhor dizendo, quando observado e observador são um mesmo elemento - sem os “eus” que censuram, comparam, justificam, se defendem, se contradizem -, há regeneração.
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Sem pecado, com amor
Eu, que tive que estar assomado, um ano inteiro, para poder escrever “O Pobre de Nazaré” (São Paulo: Loyola, 2012), a tudo que se escreve modernamente sobre a escritura cristológica, de Jesus de Nazaré, me encontrei com uma afirmação muito reiterada, dizendo que de nenhuma maneira a palavra e o conceito pecado é típico e específico de Jesus. De nenhuma maneira.
Que essa obsessão é do povo judeu. E essa obsessão chegou depois à Igreja, mas saltando por cima de Jesus de Nazaré. Isto dizem os grandes sábios hoje em dia.
E que, se existe uma coisa típica e específica de Jesus de Nazaré, se a teologia de Jesus de Nazaré, isto é, a maneira de apresentar Deus, tem uma novidade verdadeiramente revolucionária é o Abba e tudo quanto deriva daí: a solidariedade com os últimos, os marginalizados, os insignificantes e os excluídos da sociedade, o amor, o testamento de amor "amai-vos uns aos outros; enquanto eu regresse e até que eu regresse, dediquem-se à coisa mais importante, amarem-se uns aos outros".
Isto é o típico de Jesus. As demais coisas não são de Jesus. - Ignacio Larrañaga, Encontro de Experiência de Deus (EED).
sábado, 22 de novembro de 2014
Hino à humildade
Desprendido de si e de suas coisas, o humilde se lança de cabeça no seio profundo da liberdade. Por isso, uma vez esvaziado de si mesmo, o humilde chega a viver, livre de todo medo, na estabilidde emocional de quem está além de toda mudança. [...]
O caminho da humildade sempre aterrissa na meta do amor. - Ignacio Larrañaga, Transfiguração 2012, pp. 48-49.
O caminho da humildade sempre aterrissa na meta do amor. - Ignacio Larrañaga, Transfiguração 2012, pp. 48-49.
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| Francisco de Assis (1182-1226) |
sábado, 6 de setembro de 2014
Ainda o amor...
Diz o Talmude:
O ferro é forte, porém o fogo o derrete.
O fogo é forte, porém a água o apaga.
O homem é forte, porém os temores o deprimem.
O temor é forte, porém o sono o dilui.
Somente o amor sobrevive a tudo. - Ignacio Larrañaga, O Casamento Feliz 2011, p. 29.
O ferro é forte, porém o fogo o derrete.
O fogo é forte, porém a água o apaga.
O homem é forte, porém os temores o deprimem.
O temor é forte, porém o sono o dilui.
Somente o amor sobrevive a tudo. - Ignacio Larrañaga, O Casamento Feliz 2011, p. 29.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
As múltiplas faces do amor
Amor! Palavra mágica e equívoca.
O que é o amor? Emoção? Convicção? Conceito? Ideal? Energia? Êxtase? Impulso? Vibração?
O que se vive, não se define. Tem mil significados, veste-se de mil cores, confunde como um enigma, fascina como uma sereia.
Alguns acham que não existe diferença entre o amor e o ódio, que são duas faces da mesma coisa. Outros dizem que o egoísmo e o amor são a mesma energia. E isso é verdade. Só muda o destinatário. - Ignacio Larrañaga, Suba Comigo 2011, p. 111-112.
O que é o amor? Emoção? Convicção? Conceito? Ideal? Energia? Êxtase? Impulso? Vibração?
O que se vive, não se define. Tem mil significados, veste-se de mil cores, confunde como um enigma, fascina como uma sereia.
Alguns acham que não existe diferença entre o amor e o ódio, que são duas faces da mesma coisa. Outros dizem que o egoísmo e o amor são a mesma energia. E isso é verdade. Só muda o destinatário. - Ignacio Larrañaga, Suba Comigo 2011, p. 111-112.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
A irracionalidade de Deus e do amor
Woody Allen retoma velha forma, expõe a dúvidas misantropo arrogante e sugere: entre ceticismo e ingenuidade, saída pode ser sentimento que, sem explicar, evidencia
Dizer que Magia ao luar é entretenimento inteligente é dizer pouco. Trata-se do filme mais engenhoso e “redondo” de Woody Allen em muitos anos. Mais que isso: sintetiza à perfeição suas reflexões de maturidade a respeito da vida e seus mistérios insolúveis. Tudo isso com a leveza e o savoir-faire dos melhores momentos do diretor.
Numa narrativa em que tudo gira em torno do engano e do autoengano, a trama é, ela própria, enganosamente simples: Stanley (Colin Firth), um célebre mágico inglês que atua sob o nome artístico de Wei Ling Soo, é incitado por um velho colega de profissão (Simon McBurney) a desmascarar uma jovem médium norte-americana, Sophie (Emma Stone), que está causando furor na Europa.
A ação se passa em 1928, no sul da França, onde Sophie está prestes a ficar noiva de um rapaz milionário (Hamish Linklater).
Crer ou não crer
Não cabe aqui entrar em detalhes sobre o desenvolvimento e as reviravoltas da história, mas apenas atentar para a ideia básica que conduz a narrativa: a tensão entre a credulidade e o ceticismo. O interessante, na evolução dramática do filme, é fazer com que essa oposição se instale no íntimo do protagonista Stanley, abalando sua firme posição inicial de misantropo arrogante e sarcástico. A frase que resume sua filosofia de vida, antes da crise, parece ter saído diretamente da boca do diretor: “Nascemos e, apesar de não termos cometido nenhum crime, somos condenados à morte”. Crer ou não crer, eis a questão.
Na dialética proposta por Woody Allen, se a fé é a tese e a descrença é a antítese, uma síntese possível seria o amor, capaz de evidenciar, sem explicar, a substância mágica de todas as coisas do universo, inapreensível tanto pela ciência como pela religião.
O método de construção aqui é o que, com alguma liberdade, poderíamos chamar de socrático: o diálogo que solapa certezas e introduz a dúvida. O discurso do protagonista se enche progressivamente de expressões adversativas, do tipo “apesar de”, “se bem que”, “não obstante” (“in spite of”, “though”, “notwithstanding that”). Essa argúcia discursiva atinge o ápice no diálogo entre Stanley e sua tia Vanessa (Eileen Atkins) a respeito da médium Sophie, no qual tudo o que se fala quer dizer exatamente o seu contrário. O efeito é reforçado pelo fato de se tratar de dois estupendos atores ingleses tarimbados na arte do understatament e do subtexto.
Epifania e sacanagem
Já se disse com razão que Woody Allen é muito mais um escritor, um dramaturgo, do que propriamente um grande cineasta. Ao contrário de um Welles ou de um Kubrick, não é na expressão visual que reside a sua força. Mesmo tendo como locações a paisagem deslumbrante da Riviera francesa, bosques e palácios majestosos, o filme poderia ser uma peça de teatro sem grande perda de substância. Ainda assim, há momentos visualmente inspirados.
Um deles é antológico. O mágico e a médium refugiam-se da chuva num velho observatório à beira-mar. Quando a chuva passa – e a intimidade entre os dois aumenta –, Stanley aciona o mecanismo que abre parcialmente a cúpula do observatório, deixando ver as estrelas e uma lua minguante. É um momento de epifania e, ao mesmo tempo, uma imagem quase pornográfica, em que o fálico telescópio está prestes a penetrar a fresta em forma aproximada de vagina. Poesia e safadeza juntas, mostrando que o velho Woody Allen, quando quer, também sabe ser um tremendo cineasta.
Por José Geraldo Couto, no blog do IMS / http://www.blogdoims.com.br/ims/woody-allen-e-o-amor-como-sintese
Dizer que Magia ao luar é entretenimento inteligente é dizer pouco. Trata-se do filme mais engenhoso e “redondo” de Woody Allen em muitos anos. Mais que isso: sintetiza à perfeição suas reflexões de maturidade a respeito da vida e seus mistérios insolúveis. Tudo isso com a leveza e o savoir-faire dos melhores momentos do diretor.
Numa narrativa em que tudo gira em torno do engano e do autoengano, a trama é, ela própria, enganosamente simples: Stanley (Colin Firth), um célebre mágico inglês que atua sob o nome artístico de Wei Ling Soo, é incitado por um velho colega de profissão (Simon McBurney) a desmascarar uma jovem médium norte-americana, Sophie (Emma Stone), que está causando furor na Europa.
A ação se passa em 1928, no sul da França, onde Sophie está prestes a ficar noiva de um rapaz milionário (Hamish Linklater).
Crer ou não crer
Não cabe aqui entrar em detalhes sobre o desenvolvimento e as reviravoltas da história, mas apenas atentar para a ideia básica que conduz a narrativa: a tensão entre a credulidade e o ceticismo. O interessante, na evolução dramática do filme, é fazer com que essa oposição se instale no íntimo do protagonista Stanley, abalando sua firme posição inicial de misantropo arrogante e sarcástico. A frase que resume sua filosofia de vida, antes da crise, parece ter saído diretamente da boca do diretor: “Nascemos e, apesar de não termos cometido nenhum crime, somos condenados à morte”. Crer ou não crer, eis a questão.
Na dialética proposta por Woody Allen, se a fé é a tese e a descrença é a antítese, uma síntese possível seria o amor, capaz de evidenciar, sem explicar, a substância mágica de todas as coisas do universo, inapreensível tanto pela ciência como pela religião.
O método de construção aqui é o que, com alguma liberdade, poderíamos chamar de socrático: o diálogo que solapa certezas e introduz a dúvida. O discurso do protagonista se enche progressivamente de expressões adversativas, do tipo “apesar de”, “se bem que”, “não obstante” (“in spite of”, “though”, “notwithstanding that”). Essa argúcia discursiva atinge o ápice no diálogo entre Stanley e sua tia Vanessa (Eileen Atkins) a respeito da médium Sophie, no qual tudo o que se fala quer dizer exatamente o seu contrário. O efeito é reforçado pelo fato de se tratar de dois estupendos atores ingleses tarimbados na arte do understatament e do subtexto.
Epifania e sacanagem
Já se disse com razão que Woody Allen é muito mais um escritor, um dramaturgo, do que propriamente um grande cineasta. Ao contrário de um Welles ou de um Kubrick, não é na expressão visual que reside a sua força. Mesmo tendo como locações a paisagem deslumbrante da Riviera francesa, bosques e palácios majestosos, o filme poderia ser uma peça de teatro sem grande perda de substância. Ainda assim, há momentos visualmente inspirados.
Um deles é antológico. O mágico e a médium refugiam-se da chuva num velho observatório à beira-mar. Quando a chuva passa – e a intimidade entre os dois aumenta –, Stanley aciona o mecanismo que abre parcialmente a cúpula do observatório, deixando ver as estrelas e uma lua minguante. É um momento de epifania e, ao mesmo tempo, uma imagem quase pornográfica, em que o fálico telescópio está prestes a penetrar a fresta em forma aproximada de vagina. Poesia e safadeza juntas, mostrando que o velho Woody Allen, quando quer, também sabe ser um tremendo cineasta.
Por José Geraldo Couto, no blog do IMS / http://www.blogdoims.com.br/ims/woody-allen-e-o-amor-como-sintese
terça-feira, 19 de agosto de 2014
A magia do amor
Aqui está o segredo, lhes disse Francisco: “O bandoleiro é um enfermo de amor”. E lhes disse: “Repartam um pouco de pão e um pouco de carinho pelo mundo e já poderão fechar todos os cárceres”. - Ignacio Larrañaga, Cartas Circulares 2005, Circular nº 11 nov. 1998, p. 134.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Gostar é amar?
Dizem os amadores: “Encanta-me sua voz”; “cativa-me seu sorriso”; “fascina-me sua aparência”.
Porém, isso não é amor. O amor se estende e abarca a integridade da pessoa.
Muitos identificam amar com gostar, porém não há relação um com o outro. Dizem: gosto de sua cintura, do ritmo de seu andar, do tom de sua voz. Pode nascer o amor sem que o cative nenhuma área anatômica concreta, nenhuma parte determinada da personalidade.
O amor nasce de um momento em que o ser humano se esquece de si; é deslumbrado, “tirado” de si mesmo e cativado por outro tudo. Cresce com desejos de dar-se e se consuma no esquecimento total do prazer recíproco. - Ignacio Larrañaga, O Casamento Feliz 2001, p. 46.
Porém, isso não é amor. O amor se estende e abarca a integridade da pessoa.
Muitos identificam amar com gostar, porém não há relação um com o outro. Dizem: gosto de sua cintura, do ritmo de seu andar, do tom de sua voz. Pode nascer o amor sem que o cative nenhuma área anatômica concreta, nenhuma parte determinada da personalidade.
O amor nasce de um momento em que o ser humano se esquece de si; é deslumbrado, “tirado” de si mesmo e cativado por outro tudo. Cresce com desejos de dar-se e se consuma no esquecimento total do prazer recíproco. - Ignacio Larrañaga, O Casamento Feliz 2001, p. 46.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
A última noite
A vida me ensinou que o amor é a suprema energia do mundo e o princípio de toda a santidade consiste em deixar-se amar, porque somente os amados amam. - Ignacio Larrañaga, A Rosa e o Fogo 2012, p. 102.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Uma porta para a espiritualidade
Sexo e espiritualidade podem caminhar juntos?
Neste seminário, o astrofísico brasileiro Laércio Fonseca demonstra que sim.
Em oito palestras, de 90 min cada em média, ele trata do amor que liberta, do sexo como energia de vida, de relacionamentos sadios entre homem e mulher e como tudo isso pode fazer aflorar a espiritualidade.
Neste seminário, o astrofísico brasileiro Laércio Fonseca demonstra que sim.
Em oito palestras, de 90 min cada em média, ele trata do amor que liberta, do sexo como energia de vida, de relacionamentos sadios entre homem e mulher e como tudo isso pode fazer aflorar a espiritualidade.
sábado, 2 de agosto de 2014
Perdonare
Neste dia 2 de agosto, para lembrar a Benção do Perdão concedida a Francisco de Assis pelo papa Honório III em 1216, compartilho este vídeo, o primeiro de quatro (em média, 15 min cada um), que apresentam Francisco e sua mensagem de amor: "Vi voglio mandare tutti in paradiso, e vi annuncio un’indulgenza, che ho ottenuto dalla bocca del sommo pontefice".
quarta-feira, 30 de julho de 2014
O melhor remédio é o amor
Amar é perder tempo com o irmão. Hoje em dia, todo mundo vive com a água pelo pescoço e com a língua de fora. Corremos contra o relógio, como dizem os esportistas. Há perigo de que cada um se perca no bosque de suas atividades, bastante desordenadas, em geral. Amar implica perder tempo.
Perder tempo quer dizer dedicar fragmentos de tempo aos outros mesmo sem um porquê, sem uma utilidade concreta. - Ignacio Larrañaga, Suba Comigo 2011, p. 198.
Perder tempo quer dizer dedicar fragmentos de tempo aos outros mesmo sem um porquê, sem uma utilidade concreta. - Ignacio Larrañaga, Suba Comigo 2011, p. 198.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Amar é também dizer Não
Aos avós, pais, parentes e padrinhos das nossas pobres e abastadas crianças, empanturradas de guloseimas, biscoitinhos, salgadinhos, refrigerantes: assistam "Muito além do peso" e parem de matá-las por amor.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Os fugitivos
A tentação do ser humano – hoje, mais do que nunca – é a superficialidade, isto é, viver à superfície de si mesmo. Em vez de enfrentar o próprio mistério, muitos preferem fechar os olhos, apertar o passo, fugir de si mesmos e buscar refúgio em pessoas, instituições e diversões. [...]
Nunca foram tão vigorosos como hoje os três inimigos da interioridade: a distração, a diversão e a dispersão. A produção industrial, a pirotecnia da televisão, a vertigem da velocidade, são um atentado permanente contra a interioridade. [...]
Existe tão pouco amor porque as pessoas vivem na superfície, tanto na fraternidade como no casamento. A medida da entrada em nosso mistério será a medida de nossa abertura aos irmãos.
Nossa crise profunda é a crise de evasão. Fugindo de nós mesmos, vivemos fugindo também dos irmãos. É preciso que o irmão comece a ser pessoa, isto é, comece enfrentando e aceitando seu próprio mistério. - Ignacio Larrañaga, Suba Comigo 2011, p. 14-15
Nunca foram tão vigorosos como hoje os três inimigos da interioridade: a distração, a diversão e a dispersão. A produção industrial, a pirotecnia da televisão, a vertigem da velocidade, são um atentado permanente contra a interioridade. [...]
Existe tão pouco amor porque as pessoas vivem na superfície, tanto na fraternidade como no casamento. A medida da entrada em nosso mistério será a medida de nossa abertura aos irmãos.
Nossa crise profunda é a crise de evasão. Fugindo de nós mesmos, vivemos fugindo também dos irmãos. É preciso que o irmão comece a ser pessoa, isto é, comece enfrentando e aceitando seu próprio mistério. - Ignacio Larrañaga, Suba Comigo 2011, p. 14-15
domingo, 13 de julho de 2014
A última noite
A vida me ensinou que o amor é a suprema energia do mundo e o princípio de toda a santidade consiste em deixar-se amar, porque somente os amados amam.
Também, no transcorrer desses anos, a experiência de vida me deixara uma série de evidências: que a única grandeza do Pai é a compaixão; que o Pai sempre está esperando, sem forçar ninguém e respeitando a liberdade; que não existe em seu dicionário a palavra castigo; pelo contrário, se os homens lhe jogam pedras, Ele, em troca, lhes dá flores; quando os homens lhe lançam flechas envenenadas, Ele, em troca, lhes oferece um sol de ouro; que carrega nos ombros a ovelha rebelde e fugitiva e leva-a para pastar em verdes campinas; que, enfim, seus melhores cuidados e presentes Ele os reserva aos rebeldes. - Ignacio Larrañaga, A Rosa e o Fogo 2012, pp. 102-103.
Também, no transcorrer desses anos, a experiência de vida me deixara uma série de evidências: que a única grandeza do Pai é a compaixão; que o Pai sempre está esperando, sem forçar ninguém e respeitando a liberdade; que não existe em seu dicionário a palavra castigo; pelo contrário, se os homens lhe jogam pedras, Ele, em troca, lhes dá flores; quando os homens lhe lançam flechas envenenadas, Ele, em troca, lhes oferece um sol de ouro; que carrega nos ombros a ovelha rebelde e fugitiva e leva-a para pastar em verdes campinas; que, enfim, seus melhores cuidados e presentes Ele os reserva aos rebeldes. - Ignacio Larrañaga, A Rosa e o Fogo 2012, pp. 102-103.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
A razão de ser
Foi em março de 2013. Início das Oficinas de Oração e Vida. Até então, só conhecera um Deus vestido de relâmpagos. Logo na Primeira Sessão, foi apresentado o novo nome de Deus - Abba - e assegurado que o 1º Mandamento havia caído para sempre. De agora em diante, não consistiria em "Amar a Deus", mas em "Deixar-se amar por Deus".
Foi a descoberta de um Mundo Novo, resumido e dilatado ao infinito e pela eternidade à máxima "Tudo é Amor"! A transcendência e a beleza desse admirável mundo novo foram sendo desvendadas ao longo das quinze sessões das Oficinas de Oração e Vida criadas por Ignacio Larranãga em 1984.
Pela primeira vez, ouvia falar de Ignacio Larranãga, um franciscano capuchinho nascido no ano de 1928, em Azpeitia, na província de Gipuzkoa, comunidade autônoma do País Basco, Espanha.
Em "A Rosa e o Fogo", seu livro autobiográfico, ele se desnuda como ser humano, consagrado para a missão de reafirmar que "o espírito é o verdadeiro ‘lugar’ do encontro com o Pai". Que "os verdadeiros adoradores, de agora em diante, devem adorá-lo ‘além’ dos ritos, templos, cerimônias e palavras: adorarão em espírito e verdade. E é desse tipo de adoradores que o Pai está precisando, e os deseja”. - LIC jul. 2014.
A Rosa e o Fogo, Ignacio Larrañaga. 8 ed. São Paulo: Paulinas, 2012. Coleção Em busca de Deus.
Foi a descoberta de um Mundo Novo, resumido e dilatado ao infinito e pela eternidade à máxima "Tudo é Amor"! A transcendência e a beleza desse admirável mundo novo foram sendo desvendadas ao longo das quinze sessões das Oficinas de Oração e Vida criadas por Ignacio Larranãga em 1984.
Pela primeira vez, ouvia falar de Ignacio Larranãga, um franciscano capuchinho nascido no ano de 1928, em Azpeitia, na província de Gipuzkoa, comunidade autônoma do País Basco, Espanha.
Em "A Rosa e o Fogo", seu livro autobiográfico, ele se desnuda como ser humano, consagrado para a missão de reafirmar que "o espírito é o verdadeiro ‘lugar’ do encontro com o Pai". Que "os verdadeiros adoradores, de agora em diante, devem adorá-lo ‘além’ dos ritos, templos, cerimônias e palavras: adorarão em espírito e verdade. E é desse tipo de adoradores que o Pai está precisando, e os deseja”. - LIC jul. 2014.
A Rosa e o Fogo, Ignacio Larrañaga. 8 ed. São Paulo: Paulinas, 2012. Coleção Em busca de Deus.
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