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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Sem pecado, com amor

   Eu, que tive que estar assomado, um ano inteiro, para poder escrever “O Pobre de Nazaré” (São Paulo: Loyola, 2012), a tudo que se escreve modernamente sobre a escritura cristológica, de Jesus de Nazaré, me encontrei com uma afirmação muito reiterada, dizendo que de nenhuma maneira a palavra e o conceito pecado é típico e específico de Jesus. De nenhuma maneira.
   Que essa obsessão é do povo judeu. E essa obsessão chegou depois à Igreja, mas saltando por cima de Jesus de Nazaré. Isto dizem os grandes sábios hoje em dia.

   E que, se existe uma coisa típica e específica de Jesus de Nazaré, se a teologia de Jesus de Nazaré, isto é, a maneira de apresentar Deus, tem uma novidade verdadeiramente revolucionária é o Abba e tudo quanto deriva daí: a solidariedade com os últimos, os marginalizados, os insignificantes e os excluídos da sociedade, o amor, o testamento de amor "amai-vos uns aos outros; enquanto eu regresse e até que eu regresse, dediquem-se à coisa mais importante, amarem-se uns aos outros".
  Isto é o típico de Jesus. As demais coisas não são de Jesus. - Ignacio Larrañaga, Encontro de Experiência de Deus (EED).

quinta-feira, 5 de março de 2015

Eu e uma só vez

   [...] eu "sou" eu, um mistério inédito e irrepetível. Todos os outros são os "outros"; cada um uma experiência única. Nem eles "entrarão" em mim, nem eu neles. Ninguém se experimentará jamais como eu. Eu nunca me experimentarei como os outros. - Ignacio Larrañaga, Mostra-me o Teu Rosto 2011, p. 408.

   Sou uma realidade irrepetível, absoluta, única, singular. Como eu, ninguém. Meu caso não se repete. - Ignacio Larrañaga, Encontro de Experiência de Deus.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

"Sois deuses"

   Nós fomos criados à semelhança, maneira e medidas de Deus. As nossas medidas, de alguma maneira, são medidas de Deus, medidas infinitas. Quando eu me sinto mergulhado em Deus, suas medidas correspondem às minhas medidas e há equilíbrio que chamamos descanso, ou paz. - Ignacio Larrañaga, Encontro de Experiência de Deus.

domingo, 28 de dezembro de 2014

In aeternum

   Vida com Deus é um processo nunca acabado de sermos nós mesmos em nossa peculiar personalidade com seus aspectos negativos e de ir assumindo os traços positivos de Jesus. - Ignacio Larrañaga, Encontro de Experiência de Deus.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Paciência, Perseverança, Esperança

O problema não é cair. É levantar. Não existe geometria, não existe linha reta na vida. Tudo é um processo lento, lento, muitas contramarchas, muitos retrocessos, mas sempre para frente, sempre para cima. - Ignacio Larrañaga, Encontro de Experiência de Deus.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Até a outra margem

   Deus é como a outra margem do rio. Para passar até a outra margem do rio, nós não necessitamos de 70 pontes. Para passar até a outra margem do rio é suficiente uma ponte pequenina: vou, venho, vou, venho.
   Para estar com Deus não precisamos ter a cabeça cheia de ideias e a boca cheia de palavras. Apenas é suficiente uma expressão. Francisco de Assis, nos últimos anos de sua vida, toda noite passava repetindo a expressão: "Meu Deus e meu Tudo." - Ignacio Larrañaga, Encontro de Experiência de Deus.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Pra dar e receber de graça

  O amor não se merece. O amor não se conquista, nem com boas obras nem com vida de santidade.
  O amor se recebe. Amor que tem razões para amar deixa de ser amor, é negação do amor. - Ignacio Larrañaga, Encontro de Experiência de Deus.
Irmã Dulce | Massaranduba (BA) | 1939

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Uma lei infalível

   O invento mais fatídico desta louca cabeça do homem se chama a morte. Desde há cinco milhões de anos nunca falhou uma lei que diz: o que começa acaba, o que nasce morre. Nunca falhou. Ninguém se queixou, ninguém fez questão de ter que acabar. Não estamos falando de morrer, falamos de ter que acabar.
   Uma andorinha nunca morre, sempre acaba. Se apaga como uma vela. Um hipopótamo, um rinoceronte, animais selvagens não morrem, não têm angústia, não têm resistência, não têm agonia. Não morrem. Acabam. Um hipopótamo acaba como uma andorinha.
   O único que faz problema, e que problema!, do fato de ter que acabar é esta louca cabeça do homem.
  Inventamos uma palavra tétrica que é morte, colocamos num ambiente de fantasmas e horror e acontece que meia vida estamos aterrorizados de ter que morrer, angustiados de ter que morrer.                                                                                                                                       Sabem o que é a morte? É a resistência, resistir. Isto é a morte, isto é a agonia. - Ignacio Larrañaga, Encontro de Experiência de Deus.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Num mundo de especulações

   Nós temos dois horizontes hermeticamente fechados: não saber o que vai acontecer esta tarde e não saber como teriam acontecido as coisas se tivessem acontecido de outra maneira. Em uma palavra: nós não sabemos nada! - Ignacio Larrañaga, Encontro de Experiência de Deus.
O quê? Quem? Quando? Onde? Como? POR QUÊ?

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

   Só é bonito acreditar na luz quando se está de noite.
   Esta é a fé que translada montanhas. - Ignacio Larrañaga, Encontro de Experiência de Deus.