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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Sem pecado, com amor

   Eu, que tive que estar assomado, um ano inteiro, para poder escrever “O Pobre de Nazaré” (São Paulo: Loyola, 2012), a tudo que se escreve modernamente sobre a escritura cristológica, de Jesus de Nazaré, me encontrei com uma afirmação muito reiterada, dizendo que de nenhuma maneira a palavra e o conceito pecado é típico e específico de Jesus. De nenhuma maneira.
   Que essa obsessão é do povo judeu. E essa obsessão chegou depois à Igreja, mas saltando por cima de Jesus de Nazaré. Isto dizem os grandes sábios hoje em dia.

   E que, se existe uma coisa típica e específica de Jesus de Nazaré, se a teologia de Jesus de Nazaré, isto é, a maneira de apresentar Deus, tem uma novidade verdadeiramente revolucionária é o Abba e tudo quanto deriva daí: a solidariedade com os últimos, os marginalizados, os insignificantes e os excluídos da sociedade, o amor, o testamento de amor "amai-vos uns aos outros; enquanto eu regresse e até que eu regresse, dediquem-se à coisa mais importante, amarem-se uns aos outros".
  Isto é o típico de Jesus. As demais coisas não são de Jesus. - Ignacio Larrañaga, Encontro de Experiência de Deus (EED).

domingo, 14 de dezembro de 2014

Apenas deixar-se amar

   Já viram alguma flor que, por ser perfumada, pede um aplauso, ou uma estrela que, por brilhar, reclame um prêmio, ou um pai que, por amar, pede reconhecimento? Amam sem esperar recompensa, porque Deus depositou no coração dos pais uma centelha de seu fogo.
   Pois bem, se vocês, com esse coração que não foi feito com bom fermento, mas de barro quebradiço, se vocês são capazes de comportar-se dessa maneira com seus filhos, não pensaram como há de ser o Pai? Se pensassem nisso, dormiriam seguros, despertariam felizes, e os lobos nunca rondariam sua casa. - Ignacio Larrañaga, O Pobre de Nazaré 2012, p. 128.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Um peso, duas medidas

   Olho por olho e dente por dente? Essa lei humana não vale mais. Que graça tem amar o que é amável e não gostar do que é desagradável? Isso é o que fazem os que não conhecem a Deus. É uma monstruosidade nossos legisladores terem transportado essa lei selvagem para o coração de nosso Pai. Eles sempre pintaram Deus com os olhos cheios de cólera e granizo, disparando raios para reduzir à cinza os pobres pecadores.

   Não é assim. Muito pelo contrário: o Pai deixa o rebanho inteiro para andar pela beira de precipícios, chegar aos abismos, subir as encostas para ir procurar a ovelha perdida e, quando a encontra, não lhe dá quarenta chibatadas, mas a toma nos ombros com ternura infinita. - Ignacio Larrañaga, O Pobre de Nazaré 2012, pp. 130-131.

domingo, 10 de agosto de 2014

O Pai

Os segredos mais íntimos
   Já viram alguma flor que, por ser perfumada, pede um aplauso, ou uma estrela que, por brilhar, reclame um prêmio, ou um pai que, por amar, pede reconhecimento? Amam sem esperar recompensa, porque Deus depositou no coração dos pais uma centelha de seu fogo. Pois bem, se vocês, com esse coração que não foi feito com bom fermento, mas de barro quebradiço, se vocês são capazes de comportar-se dessa maneira com seus filhos, não pensaram como há de ser o Pai? Se pensassem nisso, dormiriam seguros, despertariam felizes, e os lobos nunca rondariam sua casa. - Ignacio Larrañaga, O Pobre de Nazaré 2012, p. 128.


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Os segredos mais íntimos

   O homem livre é aquele que sabe passar por cima de suas cadeias com paciência. [...] A felicidade não está em ter ou não ter, mas em aceitar tudo em paz. O Pai distribui entre seus filhos os presentes e as contrariedades e, às vezes, estas são um sinal de um carinho maior, porque a contrariedade, vencida em paz, é uma tempestade calada que quebra e limpa os galhos mortos. - Ignacio Larrañaga, O Pobre de Nazaré 2012, p. 129.