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quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

BELLA ITALIA - LA FINE DEL VIAGGIO

 

DA LUCCA A MILANO - DA MILANO AL BRASILE

Terminado o passeio a Cinque Terre, retornamos de La Spezia para dormir uma última noite no Villa Lucrezia em Lucca.

Logo cedo, estaríamos sulle strade italiane in direzione Milano, per circa tre ore.

O voo Malpensa-Guarulhos estava confirmado para as 13 horas do dia seguinte, 30 de maio.

Depois de um bom trecho de estrada, paramos em Piacenza, a cerca de 63 quilômetros de Milano. Parecia ser uma boa cidade para almoçar. Era entre uma e duas horas da tarde. 

Foi lá que vivenciamos la chiusura del pomeriggio, algo muito comum nas cidades pequenas. Piacenza parecia uma cidade fantasma, pura calmaria, com repartições públicas, restaurantes, o comércio fechados e gente voltando para casa, não necessariamente para tirar uma soneca, mas almoçar com a família, cuidar dos filhos, do cachorro. 

Para nós, turistas desavisados, foi um problema. Saímos de lá quase cinco da tarde, também porque o Danilo, que fora estacionar o carro, teve dificuldade de voltar até onde estávamos e não encontrava viva alma para orientá-lo.

Chegamos à Osteria della Pista, um hotel próximo ao aeroporto, à noite, pois a estrada estava congestionada de veículos e motos. Só tivemos tempo de levar as malas para os quartos, tomar um banho e descer para o nosso último jantar em solo italiano, de despedida. Foi um fechamento gastronômico com chave de ouro, pela qualidade da comida deliciosa e pela beleza do restaurante da Osteria.

Il 30 maggio siamo partiti per il Brasile.

Acomodada no assento do avião, ho sentito il mio cuore spezzarsi. Um pedaço ficara em Polignano a Mare, outro em Lucca.

Ainda não conseguia acreditar em todas maravilhas que havia visto e nas indescritíveis emoções que havia sentido.  

Apesar da saudade dos meus queridos que haviam ficado no Brasil, da vontade louca de revê-los e abraçá-los, eu tinha ímpetos de levantar daquele assento e voltar correndo pra aqueles lugares onde havia deixado meu coração. 

Aquela não havia sido uma simples viagem turística, era a realização de um sonho, um sonho que meu pai e meu avô, ao contarem as histórias delle loro città, ainda que, muitas delas, frutos da imaginação, haviam partilhado comigo e inculcado de tal maneira em minha mente e coração que, ao me deparar com elas, a imagem e presença deles era tão forte e palpável que, para mim, eles estavam ali comigo. 

Ainda agora, scrivendo quest'ultimo atto, a emoção me invade, me arrepia e as lágrimas correm livres, como quando eu estava lá. 

Lembrei-me da voz da Maysa, cantando “... Ah, vontade de ficar, mas ter que ir embora...”, ao fechar os olhos na decolagem. 

Naquele momento, fiz uma promessa a mim mesma e um último pedido a Deus, que já havia me presenteado com tantas bênçãos (mas Deus pode fazer muito mais do que aquilo que pedimos ou pensamos). 

Que me permitisse voltar, dessa vez pra ficar, pra que, enquanto me restar um fôlego de vida, eu possa descobrir ainda mais belezas e emoções dessa terra, della mia bella e amata Italia, la terra di miei antenatti, dove ho lasciato il mio cuore.

Pesquisa e texto: LIC

Fonte e texto final: Maria Ana Centrone Santini

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

BELLA ITALIA - DICIOTTESIMO ATTO

 

A CINQUE TERRE

No último dia de passeios pela Itália, visitamos il Parco Nazionale delle Cinque Terre, um conjunto de vilas centenárias incrustadas, à beira-mar, na acidentada costa da Riviera Ligure e uma de suas principais atrações turísticas.

Monterosso al Mare, Vernazza, Corniglia, Riomaggiore e Manarola agarram-se aos terraços íngremes com suas casas pintadas de cores vivas. Bellissimo!

A partir de La Spezia, uma cidade portuária da Ligúria, o acesso a cada uma delas pode ser de barco, de trem ou a pé pelo Sentiero Azzurro, uma trilha costeira nel Golfo dei Poeti, com vista panorâmica sobre o mar em todo o percurso, que pode ser percorrida em 5 a 8 horas, assim como poetas famosos – Lord Byron, Mary e Percy Shelley, Dante Alighieri e Eugenio Montale – fizeram ao longo dos séculos.

Coerente com nosso perfil, nem aventureiro nem com preparo físico para longas caminhadas, optamos por viajar pela ferrovia Gênova-La Spezia, que faz paradas em Levanto, Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola, Riomaggiore e La Spezia, mas a linha do trem nem sempre passa por dentro das cidades.

Abbiamo viaggiato da Riomaggiore a Manarola, Corniglia, Vernazza e infine Monterosso al Mare. Descemos apenas em três. 

Em Riomaggiore, uma linda vila costeira que inspirou o cenário de “Luca”, animação da Disney Pixar de 2021, me agradei apreciando de um mirante a paisagem deslumbrante. A estação fica numa encosta e o elevador que dava acesso à cidade estava quebrado.

Em Vernazza, como a estação fica a poucos passos do centro da cidade, da praia e do quebra-mar, passeamos bastante. Tomamos um Aperol, comemos e abbiamo fatto acquisti in um mercato con banchi di tutti i generi.

E em Monterosso al Mare, que eu amei. Me pareceu uma Guarujá all’italiana, com uma extensão de praia considerável, grandes hotéis, restaurantes, comércio e casas à beira-mar com terraços repletos de primaveras. Almoçamos por lá num restaurante delicioso.

Danilo e io siamo tornati in barca in un pomeriggio molto piacevole con sole e cielo azzurro.

O percurso é mais demorado, mas nos deu a oportunidade de admirar a costa numa nova visão também encantadora das Cinque Terre, de suas casas coloridas que parecem empilhadas, dos vinhedos agarrados aos terrenos íngremes e dos seus portos repletos de barcos de pesca, veleiros e lanchas.

Pesquisa e texto: LIC

Fonte: Maria Ana Centrone Santini

 

sábado, 11 de janeiro de 2025

BELLA ITALIA - DICIASSETTESIMO ATTO

A LUCCA

Alegria mesclada com saudade me inundou quando, no dia seguinte, conhecemos Lucca sob o sol da Toscana. Esses mesmos sentimentos me envolveram quando estive em Polignano a Mare, la città dei miei nonni paterni Antonio Centrone e Mariana Scagliusi.

Quando criança e adolescente, passeei por Lucca accompagnata con il mio nonni materno, il lucchesi Enrico Della Santa. Suas histórias me seduziam e nunca imaginei, mesmo sonhando conhecer, andar por suas ruelas medievais de paralelepípedos entre os muros de pedra que a circundam.

Confesso que senti como se uma fada-madrinha mi avesse incantato e portato in queste due città. Na verdade, esse encantamento me acompanhou nos 29 dias da nossa viagem.

Lucca é também a terra natal do pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi e de Giacomo Puccini. Al secondo piano di un antico edificio nel cuore di Lucca, situato nell’appartamento in cui Puccini è nato il 22 dicembre 1858, o Puccini Museum revive esse famoso compositor de ópera nas partituras assinadas de suas primeiras composições, cartas, quadros, pinturas, fotografias, esboços, inclusive no pianoforte Steinway & Sons su cui Giacomo Puccini compose Turandot.

Lucca é encantadora, uma pequena grande cidade. Para percorrer seus 185 km de extensão, de traçado irregular, alugamos um quadriciclo, pois apenas alguns táxis circulam no centro histórico. 

Nós quatro nos acomodamos e partimos para admirar as construções medievais, as muitas torres, os jardins, as mais de 100 igrejas, particularmente a igreja de Santa Zita, que deu origem ao sobrenome da minha mãe – Della Santa. Vovô contava que eles eram descendentes dessa santa, padroeira das empregadas domésticas.

Depois de poucas pedaladas, a Arianne notou que a mochila, onde ela guardava os passaportes, documentos e dinheiro, tinha caído no chão pelo vão que havia nos assentos entre nós duas. Tudo estava naquela mochila. Quase enfartei! 

A Arianne e o Danilo saíram enlouquecidos para procurar. Ma benedetto Dio! Depois de alguns minutos desesperadores e muitas lágrimas, vimos o dono da loja de aluguel de bicicletas na calçada, gesticulando em nossa direção. Lá estava a preciosíssima mochila! Uma senhora, que caminhava por perto, viu a mochila cair. Ela nos chamou para avisar, mas não ouvimos. Então, a benedetta signora entregou a mochila na loja na certeza de que voltaríamos para devolver o quadriciclo.

Che sollievo! Per me è stata l'ennesima dimostrazione che Dio è stato con noi per tutto il tempo. Só tínhamos que agradecer, agradecer e agradecer.

Continuamos o passeio e chegamos à Basilica di San Frediano que fica na Piazza do mesmo nome. Várias capelas da nobreza foram adicionadas ao interior dessa basílica nos séculos XIV a XVI. Entre elas, na nave direita, a capela de Santa Zita, decorada com telas dos séculos XVI e XVII retratando episódios da sua vida.

Zita de Lucca, aos 12 anos, foi trabalhar como empregada doméstica na casa da rica família Fatinelli, à qual serviu por 48 anos, até sua morte, em 27 de abril de 1278, sempre se distinguindo por sua bondade e atos de caridade. 

Ela foi canonizada em 1696 após o reconhecimento de cento e cinquenta milagres atribuídos à sua intercessão. Quando seu corpo foi exumado em 1580, descobriu-se que estava incorrupto após 302 anos enterrado. Dio fa miracoli!

Eu chorei diante do relicário de vidro onde está exposto seu corpo mumificado, deitado em uma cama de brocado. Pensei agradecida: “No meu DNA tem algo dela”. 

Continuando nosso passeio, já sem o quadriciclo, chegamos na Torre Guinigi, a mais importante da cidade, que pode ser avistada de longe porque, no seu topo, há um jardim com sete azinheiras que insistem em crescer nesse local tão inusitado e pouco provável. 

Para chegar lá, é preciso subir 25 lances de escadas, num total de 225 degraus (ela está a 45 metros do solo), mas que garantiram à Arianne e ao Danilo uma vista lindíssima do centro da cidade, da Piazza Anfiteatro, dos Alpes Apuanos, dos Apeninos e do Monte Pisano. 

O Zé Antônio e eu, claro, não nos aventuramos. Fomos explorar as várias lojinhas nos arredores, onde comprei, entre outras coisas, uma camiseta, um moletom e um boné de Lucca para meu amado neto Lucca. 

Almoçamos num restaurante delicioso – a cidade tem boa fama pelas suas escolas de gastronomia e bons restaurantes. No final do dia, fomos para o hotel tomar um banho e voltamos para jantar na Da Ciacco Lucca, famosa por seus lanches feitos na hora, com ciabatta, mortadella, stracciatella di bufala, pomodori secchi e rucola, na Piazza Napoleone.

A cidade estava tranquila e a noite nos convidava a uma caminhada. Foi o que fizemos e, grata surpresa, nós nos deparamos com o teatro onde seria comemorado os 100 anos da morte do grande Puccini.

Che giorno meraviglioso e indimenticabile! 

Pesquisa e texto: LIC

Fonte: Maria Ana Centrone Santini

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

BELLA ITALIA - SEDICESIMO ATTO

pisa, SULLA STRADA PER LUCCA  

Chegamos em Pisa, a cidade da famosa Torre Inclinada (campanário) que é um dos cartões-postais mais conhecidos no mundo. Seu cilindro de mármore branco de 56 metros já tinha certa inclinação quando foi concluído em 1372.

Nela estão abrigados os sete sinos del Duomo di Pisa com sua fachada de mármore cinza, pedra branca e discos de mármore colorido. O interior da catedral é revestido com mármore preto e branco, tem um teto dourado e uma cúpula com afrescos.

O Duomo está situado na Piazza dei Miracoli, onde também se encontram il Battistero di San Giovanni, o maior da Itália, construído na transição do estilo românico para o estilo gótico, e il Camposanto, um cemitério monumental, com afrescos em suas paredes que sofreram graves danos durante um ataque a bomba em 1944, restaurados com o fim da II Guerra Mundial. 

Entramos em Pisa a pé, pois de carro só é permitido para residentes. À medida que nos aproximávamos desse magnífico conjunto de edifícios, tive a impressão de estar entrando num espaço congelado no tempo.

Questa Piazza colpisce per le sue dimensioni e per la sua bellezza architettonica desses quatro monumentos reconhecidos como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Per me, che conoscevo tutto questo solo attraverso foto, film e letteratura, è stato un impatto.

Não pudemos entrar na Catedral nem no Batistério porque estavam em reforma e nem na Torre, pois a fila era gigantesca. Apenas 30 visitantes são admitidos ao mesmo tempo. Não que eu quisesse subir seus três lances de escadas em espiral, com 296 degraus, num edifício com inclinação acentuada, mas a Arianne e o Danilo pretendiam. Me contentei com uma foto do lado de fora “segurando” a Torre.   

Quando tornerò a Pisa, se Dio vuole, sarà lì, ancora appoggiata. Depois de todas as obras para exercer força sobre sua inclinação de quase quatro metros, ela deixou de se inclinar e, aproximadamente, a cada ano, irá endireitar-se um pouco, garantem os especialistas. Portanto, durante os próximos três séculos não haverá motivo para preocupação.

Deixamos Pisa também sem tempo para conhecer dois museus localizados nas extremidades da Piazza dei Miracoli, o Museo delle Sinopie (que expõe os rascunhos dos afrescos destruídos num incêndio do Camposanto) e o Museo dell'Opera del Duomo. Estávamos ansiosos para chegar a Lucca, dove è nato mio nonno Enrico Della Santa, e pretendíamos chegar no entardecer.

Al tramonto, entriamo dalla Porta Elisa, vicino all'hotel  - Villa Lucrezia - in cui alloggiavamo a Lucca, uma cidade escondida entre largas muralhas. Villa Lucrezia é um hotel boutique lindíssimo e tem uma localização extraordinária, a 80 metros das muralhas de Lucca, exatamente em frente à Porta Elisa, uma das principais entradas para o centro histórico.

Quando saímos para jantar - nell'eccellente ristorante Gli Orti di Via Elisa -, caminhando pelos arredores do nosso hotel, eu“vi” il mio nonno andando por lá e me lembrei, com saudade, das histórias que ele contava della sua città con rubinetti che sprizzavano vino. 

Pesquisa e texto: LIC

Fonte: Maria Ana Centrone Santini


BELLA ITALIA - QUINDICESIMO ATTO

 

EMPOLI, SULLA STRADA PER LUCCA

Nossa viagem chegava ao fim. Voltaríamos para o Brasil em 30 de maio. La nostalgia di casa si mescolava alla nostalgia della mia patria adottiva, la bella Italia.

No dia 26, a caminho de Lucca, fizemos uma rápida parada em Empoli. 

O Zé Antônio conhecera um senhor numa lavanderia em Gambassi Terme que, ao saber seu sobrenome, lhe disse que havia muitos Santinis em Empoli. Talvez, o avô dele tivesse nascido lá.

A área de Empoli foi cenário da frente italiana na Segunda Guerra Mundial, fortemente danificada pelos bombardeios. Entre 1943 e 1944, devido ao avanço dos exércitos aliados, os alemães recuavam e Empoli foi violentamente cercada pelos nazistas. Em 24 de julho de 1944, acusados de colaboradores das tropas aliadas, vinte e nove civis foram retirados de suas famílias e fuzilados pelas forças armadas alemãs no que costumava ser chamada de Piazza Ferrucci.

Como era domingo, a cidade estava tranquila. Enquanto o Zé Antônio procurava o cartório para ter informações sobre os Santinis, sentei nessa praça onde há uma lápide com o nome desses civis, que são homenageados pela cidade todos os anos na data do fuzilamento. 

O cartório estava fechado, mas quando voltarmos para casa já sabemos por onde começar para descobrir a origem do avô do Zé Antônio.

Ainda a caminho de Lucca a cidade do meu avô materno, Enrico Della Santa, visitamos Pisa.

Continuiamo nel prossimo capitolo.

Pesquisa e Texto: LIC

Fonte: Maria Ana Centrone Santini

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

BELLA ITALIA - QUATTORDICESIMO ATTO

san gimignano e firenze

Logo cedo, estávamos na estrada novamente, ma non prima di aver fatto colazione con stile na Tenuta Sant’Ilario ao ar livre, diante da paisagem sedutora dos vales da Toscana. Imagens, sons, sabores, cores, odores e toques acalentaram nosso corpo e alma.

Passamos o dia em San Gimignano, uma cidade sobre colinas da Toscana, a sudoeste de Florença, rodeada por muralhas do século XIII. Conhecida como a "cidade das belas torres", teve 72 no seu período de prosperidade, algumas com 50 metros de altura! Atualmente, apenas 13 permanecem de pé.

Na animada e movimentadíssima Piazza della Cisterna, ponto de encontro popular, saboreamos il gelato più buono del mondo, na Gelateria Dondoli. A cidade velha está centrada nessa Piazza triangular repleta de tabernas, lojas, oficinas e cafeterias.

Il giorno dopo... arriviamo a Firenze, uma cidade que respira arte, cultura, beleza e sabores, um museu a céu aberto. Altri desideri, molti desideri realizzati.

O encanto começou quando nós nos vimos diante da majestosa catedral de Santa Maria del Fiore, o Duomo de Firenze, uma das maiores igrejas católicas, resultado de um trabalho que se estendeu por seis séculos. Sua fachada é um enorme e magistral trabalho de mosaico em mármores coloridos em estilo neogótico. Meravigliosa!

Caminhando pelas ruas do centro histórico de Firenze, chegamos à Ponte Vecchio, sobre o rio Arno. Ela é a ponte de pedra mais antiga da Europa, cartão-postal da cidade. Com suas casas e lojas belíssimas de joias a preços proibitivos para mortais comuns, é também uma das mais famosas do mundo.

Conhecemos o Davi de Michelangelo, na Piazza della Signoria, uma das praças mais importantes de Firenze. É deslumbrante tamanha a perfeição, mesmo sendo uma das cópias do original que está na Galleria dell'Accademia, muito próxima da monumental Piazza del Duomo.

A Arianne e o Danilo fizeram uma visita rápida ao Palazzo Medici Riccardi, a primeira residência da poderosa famiglia Medici. Concluído em 1460, é um dos mais notáveis modelos de arquitetura renascentista em Firenze.

Almoçamos novamente a bisteca fiorentina assistindo uma manifestação popular, uma procissão acompanhada com música religiosa, de homens e mulheres com roupas típicas, carregando escudos e bandeiras medievais, desfilando vicino al nostro ristorante “La Grotta Guelfa". Un altro regalo di Firenze a noi.

E, de noitinha, fomos All’Antico Vinaio, à procura de seus sanduíches feitos na hora, com pão italiano e recheados ao gosto do freguês, famosos pelo sabor delicioso. Já de volta à Tenuta Sant’Ilario, esse foi nosso jantar harmonizado com um bom vinho toscano.

Ma a Firenze c'è ancora molto da vedere. Se Dio vuole e lo permette, tornerò quando vivrò già in Italia.

Texto e pesquisa: LIC

Fonte: Maria Ana Centrone Santini

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

BELLA ITALIA - TREDICESIMO ATTO

TOSCANA, L’ANIMA D’ITALIA

Arrivederci, Roma!

Com nostalgia, nos despedimos da “Cidade Eterna”, berço da cultura e da civilização ocidental e cristã, centro da Igreja Católica.

De lá, viajamos durante quatro horas ansiosos para saborear a Toscana. Conhecida por sua arte, arquitetura, culinária, vinhos reconhecidos mundialmente e paisagens deslumbrantes, essa região é um deleite interminável para os cinco sentidos.

No dia 23 de maio, rodamos em direção a Gambassi Terme, cerca de 35 quilômetros a sudoeste de Florença. Gambassi è il nome di una famiglia della nobiltà fiorentina residente nell'area dal 1350.

Antes de chegarmos a Gambassi, fizemos pausas para apreciar as belezas peculiares de algumas das cidades e vilarejos do Val d’Orcia – Pienza, Montalcino, Montepulciano e Siena. Sob a chuva da Toscana, só não conseguimos visitar Montalcino.

Em um trecho desse itinerário, paramos pra conhecer uma das inúmeras vinícolas dessa região onde são produzidos vinhos com uvas Trebbiano e Sangiovese. Lá, fomos presenteados por um espetáculo bucólico adornado por ciprestes, um dos símbolos da Toscana, construções romanas de pedra, cenários arrebatadores imortalizados em vários filmes. Lembrei da emocionante cena final do “Gladiador”, estrelado por Russell Crowe.

Seguimos para Montepulciano, uma cidade medieval murada, no topo de uma colina, que abriga palácios renascentistas, igrejas antigas, belas praças e pequenos recantos escondidos. Caminhando por suas ruas se pode admirar uma incrível vista para a paisagem circundante coberta por vinhedos fabulosos. A Arianne e o Danilo andaram bastante por elas, mas meus joelhos me impediram de acompanhá-los. Restiamo, Zé Antônio e io, ammirato il magnifico paesaggio.

Fora da cidade, ci siamo imbattuti inaspettatamente nel Tempio di San Biagio, una meravigliosa scoperta. O Templo a esse mártir, bispo e santo católico, uma das obras-primas da arquitetura renascentista italiana, totalmente revestido por mármore travertino, fica no meio de um prado. San Biagio, o São Brás que invocamos nos engasgos, por sua experiência como médico, era procurado para a cura de doenças físicas e, em particular, de doenças da garganta.

Sobre um mirante, desfrutamos de um horizonte infinito, quase surreal de tão deslumbrante, sobre o Val d’Orcia.

Ainda sob a chuva da Toscana, chegamos em Pienza, na província de Siena. Sua história está intrinsecamente ligada ao papa Pio II (pontífice de 1458 a 1464) que, no pequeno burgo de Corsignano onde nascera, mandou construir essa cidade planejada segundo os moldes da Renascença. De rara beleza, Pienza (“cidade de Pio”), em 1996, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco como “obra-prima do gênio criativo humano”.

Já em Siena, sob ameaça de um negro céu tempestuoso, pouco pudemos ver dessa cidade montanhosa da Toscana repleta de construções medievais de tijolos. Apenas passamos pela Torre del Mangia, o mirante com 102 metros de altura, pelo Duomo e fomos conhecer a praça principal, a Piazza del Campo, em forma de meia-lua, onde se encontra o Palazzo Pubblico (prefeitura) do século XIV e seu famoso Campanile (campanário).

Guidando lungo la strada provinciale 4 Volterrana, siamo andati a Gambassi Terme. Tínhamos reserva para o jantar no restaurante do hotel onde ficamos hospedados, a Tenuta Sant’Ilario, nas proximidades di questa bela cittadina minuscola, com três ruas, quatro “cu” largo, como dizia minha mãe.

A Tenuta Sant’Ilario nasceu da restauração de uma antiga torre fortificada do século XII. É uma hospedagem rural, do agriturismo que propõe aos viajantes estadia em locais imersos em vinhedos e olivais, e de administração familiar. Todas as suas acomodações são decoradas em estilo toscano, com pisos de madeira, vigas e paredes de pedra expostas, mas também com TV de tela plana, ar-condicionado, geladeira e wi-fi gratuito.

Abbiamo concluso la giornata in grande stile. Jantamos na Trattoria Toscana Sant'Ilario, onde vivemos momentos prazerosos num ambiente elegante, espaçoso e confortável, enquadrado em paredes de vidro.

È stato lì che abbiamo finalmente assaggiato la gustosa bistecca alla fiorentina (lombo de um novilho geralmente da raça bovina chianina). Temperada somente com sal, pimenta-do-reino moída na hora e um excelente azeite de oliva extravirgem, é preparada na brasa, por vezes, com lenha “temperada” com casca de laranja e limão. Uma iguaria dos deuses.

Il giorno successivo a quella notte è per il prossimo capitolo.

Texto e pesquisa: LIC

Fonte: Maria Ana Centrone Santini

 

 

 

 

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

BELLA ITALIA - DODICESIMO ATTO

NELLA CAPITALE 

Primo giorno

Chegamos em Roma à noitinha guiados pelo Google Maps para encontrar nosso hotel.

Paramos diante do grande portão de entrada da Villa Angelina, uma morada do século XIX que, em 1921, se tornou a Casa Geral da Ordem da Companhia de Maria Nossa Senhora, fundada na França em 1607.

Atualmente é uma Casa per Ferie, com suítes espaçosas, equipadas de todos os confortos modernos, terraço panorâmico e um parque com vários cantos de relaxamento cercados por árvores e jardins.

Villa Angelina fica em Trieste, um distrito elegante de Roma, na Via Nomentana, a poucos passos da estação de metrô Sant'Agnese-Annibaliano, em frente a um ponto de ônibus que conecta toda a cidade.

Pela quase impossibilidade de estacionar o carro no entorno dos pontos turísticos de Roma, aproveitamos a localização estratégica desse hotel para viajar de metrô, de ônibus e a pé. Isso nos permitiu mergulhar na vida cotidiana do povo italiano.

Como a recepção oferece serviço 24 horas, fomos recebidos por uma das religiosas dessa ordem católica, uma chinesa criada no Brasil. No nosso país há 70 anos, a Ordem é mantenedora do Colégio da Companhia de Maria, existente no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Il giorno dopo, siamo andati in Vaticano, ai Giardini, ai Musei e alla Cappella Sistina. 

A visita aos Jardins do Vaticano é sempre guiada, não se permite o passeio livre. Os Jardins ocupam mais da metade desse que é o menor país do mundo em superfície territorial e população. 

São jardins encantadores, surpreendentes, com uma paisagem complexa de bosques, monumentos medievais, esculturas, extensões florais, muitos com a “marca” de algum pontífice. Por exemplo, o jardim do Papa João XXIII é um roseiral com espécies diversas de rosas.

Percorremos seus 23 hectares num micro-ônibus aberto, que permitiu admirar a surpreendente cúpula da Basílica de São Pedro, o que me emocionou muito.

A Basílica é o único caso no mundo cristão de uma construção sagrada nascida diretamente sobre a sepultura de um mártir. Perpendicular ao seu centro, lá no subsolo, está o túmulo de Pedro, um pescador pobre, humilde, ignorante que deixou as redes, seguiu Jesus e, depois de negá-lo por três vezes, recebeu dele a missão de “apascentar suas ovelhas".

Mais uma vez, me questionei se o esplendor e a riqueza que vi no Vaticano condizem com quem foi Jesus, com quem foi Pedro. Esse foi um dos motivos que me fez optar pela Igreja protestante. 

A visita completa inclui os Museus do Vaticano, que expõem extensas e valiosas coleções de arte e arqueologia doadas ao longo dos séculos à Igreja Católica Romana. Diante da enormidade de objetos que preenchem suas 54 galerias, optei por explorar as nove salas do Museu Gregoriano Egípcio, com suas múmias, sarcófagos, relevos, inscrições de palácios assírios e o famoso Livro dos Mortos.

De lá, percorremos um longo corredor, tão longo que precisei parar por três vezes para descansar. Suas paredes laterais estão cobertas com “armários” que guardam presentes valiosos, alguns expostos em nichos fechados de vidro, dados aos papas por diversas personalidades e países.

Por esse caminho, muitos, mas muitos e muitos turistas nos acompanhavam em direção ao mesmo destino: a Capela Sistina.

Como ninguém é de ferro, fizemos uma parada estratégica. Foi então que, indignada com a atitude grosseira della donna che presidiava la toilette nei confronti di una turista, il mio sangue italiano ribolliva. 

Sem pensar duas vezes, eu disse alto e mais ou menos em italiano, com sotaque brasileiro: “Signora, lei lavora qui per noi. Altrimenti non avresti un lavoro. Capito? Quindi si calmi. Con molta calma.” 

La signora mi guardò, ma non rispose. Ainda bem, porque eu não saberia continuar o “diálogo”, mas lavei minha alma. 

Num grupo limitado de pessoas, entramos na Capela Sistina, uma das capelas do Palácio Apostólico da Cidade do Vaticano, residência oficial do Papa, e sede do conclave no qual o Colégio dos Cardeais escolhe um novo pontífice.

Em poucos minutos, em silêncio e de pé, admiramos fascinados os belíssimos afrescos que cobrem suas paredes, em particular os da abóboda e o da parede atrás do altar com o Juízo Final, duas obras de Michelangelo pintadas entre 1508 e 1512.

Por fim, recebemos a benção de um frei depois da oração que ele fez em italiano e de rezarmos o Pai Nosso e a Ave Maria.

Abbiamo concluso la giornata mangiando in uno snack bar.

Secondo giorno

O programa desse dia incluía uma visita guiada às ruínas dos três sítios arqueológicos mais visitados em Roma: o Fórum Romano, antigo centro da vida pública, política, econômica, cultural, social e religiosa, onde o culto aos deuses acontecia; o Monte Palatino, área residencial dos imperadores, a mais central das sete colinas de Roma e uma das mais antigas partes da cidade, a 40 metros acima do Fórum Romano; e o Coliseu, construído entre o ano 72 d.C. e 80 d.C. no governo de Tito.

In questi spazi, santuari dell'antica Roma e dell'Impero Romano, a volte mi sembrava di essere in un sogno.

No Coliseu, até chorei lembrando a infinidade de seres humanos martirizados ali e o tanto de sangue derramado por poder, orgulho e prepotência nesse enorme anfiteatro romano, com lugares para cerca de 60 mil espectadores.

Construído para divertir os habitantes de Roma, era parte da estratégia do Panem et Circenses dos governantes romanos para evitar revoltas e manter a população contente e passiva.

Abbiamo pranzato tardi in un locale della zona.

Terzo giorno

Roma è un museo a cielo aperto che merita di essere visto nella sua interezza.

Nesse dia, fizemos um passeio num ônibus Hop-on Hop-off por toda a cidade, selecionando os lugares onde desceríamos.

O primeiro foi a Villa Borghese, um parque enorme que oferece programas culturais, uma galeria com importantes obras de arte e opções gastronômicas. Se Dio vuole, tornerò a visitarla perché richiede più di un giorno a piedi.

Descemos na Piazza di Spagna, um dos lugares mais concorridos de Roma, cuja escadaria é uma de suas áreas mais especiais, um local de encontro para os cidadãos locais e de merecido descanso para os turistas.

Caminhando, chegamos na Fontana di Trevi onde, apesar da enorme quantidade de turistas, consegui espaço para sentar em suas muradas, tirar uma foto, lavar o rosto e as mãos em suas águas e jogar uma moeda embalada com meu desejo profundo de voltar.

Andando a esmo, demos “de cara” com o Panteão, que fica no coração da cidade, na praça da Rotonda, e é um dos maiores símbolos do grande Império Romano. Impactante. Quase desmaiei de emoção. Como estava abarrotado de turistas, desistimos de conhecer seu interior.

Voltamos ao ônibus Hop-on Hop-off e, de passagem, vimos mais monumentos, mais igrejas, mais ruínas, inclusive o Castelo de Santo Ângelo, que hoje é um museu. Nas margens do Rio Tibre, a poucos passos do Vaticano, il Castello di Sant'Angelo é um edifício com quase dois milênios de paz e guerra em Roma.

Conta-se que, em 590, enquanto uma grande epidemia de peste devastava a cidade, o Papa Gregório I teve uma visão do Arcanjo São Miguel no topo do castelo, anunciando o fim da epidemia. Como lembrança da aparição, o edifício foi coroado pela estátua de um anjo.

Em homenagem a quem é chamado pelos italianos de "Pai da Pátria", descemos no Monumento a Vittorio Emanuele II. Vittorio, quando rei da Sardenha (1849-1861), unificou a Península Itálica num único estado e reinou até sua morte em 1878.

Stanchi per la camminata, siamo tornati all'oasi di Villa Angelina.

Domani si parte per la Toscana.

Addio, Roma.

Texto e pesquisa: LIC

Fonte: Maria Ana Centrone Santini

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

BELLA ITALIA - UNDICESIMO ATTO

 

A REGGIA DI CASERTA

Era uma vez um rei chamado Carlos Sebastián de Borbón y Farnesio. 

Ele era moreno, com um rosto magro e um nariz saliente. 

Reinou como Carlos III na Espanha, como Carlos VII em Nápoles e como Carlos V na Sicília.  

Historiadores contam que Carlos de Borbón foi um monarca de grandes feitos, alguns bem sucedidos, outros nem tanto.

Naquele 20 de maio, saindo de Nápoles em direção a Roma, nós visitamos um de seus ambiciosos projetos: a Reggia di Caserta, que Carlos não viu terminado e onde jamais morou, pois teve que partir de Nápoles para ocupar o trono espanhol por morte do seu irmão, Fernando VI.

Caserta è un comune italiano, capoluogo dell'omonima provincia in Campania, a circa 36 chilometri da Napoli.

Reggia di Caserta (Palácio Real de Caserta) é uma impressionante obra-prima arquitetônica do século XVIII, um complexo monumental que inclui o Palácio Real (com 47.000 metros quadrados), o Parque Real, o Bosque de São Silvestre e o Aqueduto Carolino.

Carlos de Borbón pensou construir um palácio que competisse com outros palácios reais europeus, como o de Versalhes, mas principalmente como um centro administrativo, político e cortesão, distanciando a corte da agitação de Nápoles, com todos os progressos urbanísticos da época, combinando beleza e funcionalidade, e que simbolizasse o poder real. 

Por mais que eu escreva sobre essa maior residência real do mundo, declarada patrimônio da humanidade pela Unesco, não conseguirei esgotar suas maravilhas.

Reggia di Caserta é uma paragem imperdível para quem visita a Itália, onde história e arte se encontram num ambiente majestoso.

Após a II Guerra Mundial, o Palácio foi restaurado e aberto ao público como um museu vivo (todo mobiliado e decorado) autônomo do Ministério da Cultura da Itália que recebe visitantes o ano inteiro, inclusive de estudantes italianos por sua importância cultural e histórica.

Fizemos um longo passeio guiado de quadriciclo, por mais de duas horas, pelo Parque Real e seus jardins, que ficam na parte de trás do Palácio.

São mais de 123 hectares, divididos em estilo italiano e inglês, com fontes, esculturas e uma espetacular cascata que se ergue no final da longa avenida principal. 

Passamos pela Floresta Antiga (Bosco Vecchio), onde se praticava a caça; pela Castelluccia, um lugar de jogos e diversão para os pequenos príncipes; pelo Jardim Inglês que tem estátuas trazidas das escavações de Pompeia e inúmeras espécies exóticas de todas as partes do mundo. Do Líbano, trouxeram um cedro que precisa de quatro pessoas para ser “abraçado”. Do Brasil, uma araucária e coqueiros. 

O Aqueduto Carolino, com 38 quilômetros, na parte final do Parque, servia e ainda serve para abastecer os jogos de água della Reggia e de todo o Palácio, como também para fornecer água para o território do entorno.

Danilo e Arianne hanno accompagnato un gruppo di studenti e il loro insegnante in una visita guidata all'interno del Palazzo, que tem 40 metros de altura, cinco andares, mais de mil ambientes, inclusive uma capela do tamanho de uma igreja, 1742 janelas e 34 escadas, uma delas com 117 degraus.

Santo cielo! Non sono riuscito ad arrampicarmi su nessuno di essi. 

Così Zé Antonio e io siamo rimasti al piano terra ad aspettarli.  Mi sono immaginata nei panni di Sissi l'imperatrice, mentre scendevo quelle scale.

À tardezinha, pegamos a estrada para Roma a 199 km de distância.

Texto e pesquisa: LIC

Fonte: Maria Ana Centrone Santini

domingo, 27 de outubro de 2024

BELLA ITALIA - DECIMO ATTO

Costiera Amalfitana

Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras. Pois isso é a pura verdade em se tratando da Costiera Amalfitana.

Este capítulo, portanto, terá mais imagens que texto. Ao longo do passeio, aproveitamos os mirantes para registrar com muitas fotos o que admiramos nesse dia.

Maravilhoso, impressionante, diferente, surreal, bucólico, impactante é como, insuficientemente, consigo traduzir a beleza dessa área de 50 km às margens do Mar Tirreno, ao sul da Itália, na região da Campânia.

Considerado patrimônio da Unesco, esse pequeno trecho nos presenteou com cenários naturais deslumbrantes adornados pelo mar de cores azuladas, enormes montanhas, pequenos vilarejos cheios de história e excelente gastronomia!

Percorremos a Costa de carro, pelas estradas estreitas, tortuosas e de mão dupla à beira das encostas e na companhia dei nostri già noti piloti italiani impazziti. Apesar do stress que isso provocou, não foi capaz de abalar minha alegria, minha felicidade, meu encantamento com esse trecho do nosso roteiro. 

Não descemos em Amalfi por dois motivos: meu cansaço, que me impediu, por algumas vezes, de subir, descer escadarias e ruas íngremes, e pela dificuldade de encontrar lugar para estacionar o carro.

Abbiamo visitato a piedi Positano e Sorrento, due delle tante belle città di questo pezzo di terra, montagna e mare benedetto da Dio.

Almoçamos em Positano e circolamo per le sue strade piene di negozi, ristoranti e gelaterie, entre muita, muita gente que disputava com muitos, muitos carros e ônibus os mesmos espaços geográficos. Nas ruas de Positano, dois corpos podem ocupar o mesmo lugar do espaço, contrariando uma das leis de Newton.

Sorrento é encantadora e charmosa, tanto que foi imortalizada nas obras de grandes artistas, como Byron, Goethe e Wagner. Como é uma cidade mais plana, andamos bem mais por lá. Até pudemos descansar e, sentados, admirar a praia que já víamos mais próxima.

O Zé Antonio visitou uma plantação dos limões da costa sorrentino-amalfitana com que se faz o famoso limoncello, um delicioso licor doce produzido pela infusão das cascas desse fruto em álcool. 

E, para coroar com requinte esse passeio, ao ver aquela Ferrari vermelha no estacionamento de um hotel por onde passávamos, não me contive. Encostei nela e tirei uma foto: “Sono a Sorrento e ho una Ferrari”. Quale gloria!

No final do dia, retornamos a Nápoles. Era la nostra ultima volta lì e abbiamo concluso con una vera pizza napoletana.

Texto e pesquisa: LIC

Fonte: Maria Ana Centrone Santini

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

BELLA ITALIA - NONO ATTO


POMPEI e IL VESUVIO

No terceiro dia em Nápoles, fomos a Pompeia, distante 24 quilômetros do centro histórico napolitano, localizada aos pés do Monte Vesúvio. 

O Vesúvio domina a paisagem, com uma presença icônica que parece lembrar aos napolitanos que eles vivem sob a ameaça constante de uma erupção iminente, pois ele é um vulcão ativo que pode acordar a qualquer momento. Mas nem essa certeza consegue demover a população que vive aos seus pés.

Pompeia, uma antiga cidade romana, viveu a sua época de máximo esplendor e era uma das cidades mais ricas e prósperas do mundo durante o século I. Numa manhã do ano 79, o vulcão Vesúvio entrou em erupção sem avisar, causando um dos desastres naturais mais violentos da história da humanidade, deixando a cidade destruída, sepultada por muitos anos sob as cinzas, e seus habitantes presos em uma imobilidade eterna. 

A cidade ficou esquecida por mais de 1.600 anos. Redescoberta no século XVI, quando encontraram destroços daquilo que um dia havia sido Pompeia, as escavações para desenterrá-la começaram apenas em 1748.

A visita guiada ao seu sítio arqueológico, chamado de Scavi di Pompei, considerado patrimônio histórico da humanidade pela Unesco, foi uma viagem no tempo. 

O enorme acúmulo de cinzas e detritos vulcânicos protegeram as construções e objetos das intempéries do tempo, preservando a estrutura e as construções da antiga Pompeia, moldando inclusive o corpo das vítimas.

Caminhando pelas áreas abertas ao público (algumas ainda estão sendo escavadas), por suas ruas de pedras rústicas, entre ruínas muito bem conservadas, vislumbramos detalhes do cotidiano de seus moradores, admiramos antigos afrescos e mosaicos que decoravam as residências, zonas de meretrício, o anfiteatro e o foro romano.

De forma perturbadora, senti a energia vinda daquele passado que marcou o rumo da história da cidade.  

Mesmo impactados pela força destruidora desse gigante apenas adormecido, abbiamo concluso la giornata in allegria. Siamo andati a mangiare una deliziosa pizza napoletana nel centro di Napoli, senza rivali, come nessun'altra al mondo. 

Domani ci aspetta la Costiera Amalfitana!

Texto e pesquisa: LIC

Fonte: Maria Ana Centrone Santini

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

BELLA ITALIA - OTTAVO ATTO

 

A NAPOLI

Chegamos em Nápoles no dia 16 de maio, depois de uma viagem longa de 300 quilômetros.

Cruzamos Basilicata, uma região da Itália meridional que faz fronteira a oeste com a Campania, onde está Nápoles, no sul da Itália. 

Nossa chegada a Nápoles foi, mais ou menos, como chegar a São Paulo pela Marginal Tietê às 5h30 da tarde. Se, de maneira geral, i piloti italiani sono spericolati, audaci, temerari, indisciplinati, os de Nápoles são tudo isso ao cubo. O trânsito é caótico.

Nápoles é a terceira cidade mais populosa da Itália, atrás de Roma e Milão. Está cercada por montanhas e fica ao lado do famoso Monte Vesúvio. Banhada pelo mar Tirreno, Nápoles tem um intenso movimento portuário.

Me pareceu muito diferente das cidades já visitadas, recheadas de cenários antigos, retratos de séculos de histórias, algumas também cosmopolitas. Nápoles me fez lembrar da porção antiga do centro de São Paulo, a região do Brás onde minha avó morou e do Mercado Municipal.

Nosso hotel estava numa zona residencial, mais ou menos central, com muitos prédios, quase todos do mesmo tamanho, uns tão próximos dos outros que nosso horizonte era as janelas dos prédios vizinhos. As ruas sem saída, estreitas, de mão dupla, tinham carros estacionados dos dois lados das calçadas. 

À noite, fomos saborear a famosa pizza napolitana na “Pizzaria di Napoli”, uma das melhores e mais antigas da cidade. E conhecemos o centro da cidade – sujo, escuro, pichado, mal cuidado, cheio de becos, desprotegido. Nápoles não é uma cidade 100% tranquila em relação a assaltos e furtos em vias públicas. 

Mas seu centro histórico foi declarado patrimônio mundial pela Unesco. Coisas deste mundo!

Foi em Nápoles que também conhecemos a rusticidade do italiano, de forma visível, tangível e palpável. De maneira geral, é preciso tato e diplomacia no trato com o napolitano.

Siamo arrivati a Capri il giorno dopo, grazie a Dio. Isso porque saímos ilesos ao passar de táxi pela “encruzilhada da morte”, uma esquina do nosso hotel que é um entroncamento de, pelo menos, seis ruas de mão dupla que desembocam numa praça. Sem semáforo, sem preferencial, só rezando um Pai Nosso para se salvar.

A caminho do porto, passamos pela Spaccanapoli, uma rua comprida, reta e estreita que atravessa o antigo centro histórico da cidade de Nápoles, limitada para o tráfego de carros e não aconselhável para turistas. Seu nome significa "Divisor de Nápoles", pois parece dividir aquela parte da cidade.

Embarcamos no ferryboat que nos levaria a Capri, uma grande balsa com vários assentos, como um ônibus aquático, ocupado por gente de todas as tribos, raças e nações. 

Chegando nessa belíssima ilha mediterrânea montanhosa, de origem calcária, tínhamos um barco reservado à nossa espera. Por quatro horas, visitamos várias ilhas e grutas da costa, num belíssimo passeio por um mar de água azul turquesa. Recordei de cenas de vários filmes.

Optamos por não fazer o passeio in funicolare em direção ao Monte Solaro, pois poderíamos admirar os cenários espetaculares que se vê desse ponto mais alto da ilha no passeio de carro que faríamos pela Costa Amalfitana nos próximos dias. 

Abbiamo pranzato sul lungomare, passeggiato lungo il molo principale, preso un gelatino, comprei uma echarpe linda pra mim, aguardando a hora do ferryboat. 

À tardezinha, embarcamos de volta a Nápoles. A chegada ao porto me lembrou a saída de torcedores de um jogo de futebol no Estádio do Pacaembu: gente, muita gente gritando, oferecendo moto, táxi, van. 

Escolhemos ir de van. Era um pouco alta e tive dificuldade pra entrar. Horror dos horrores! Tive a impressão que, se eu demorasse mais dois minutos pra levantar a perna e subir, o motorista ia me pegar e jogar lá dentro. Apesar de sua estranheza, rudeza, seu mal humor e mudez, chegamos sãos e salvos ao hotel. Gloria a Dio, grazia, Signore, che ci ha riportato qui!

Domani andiamo a Pompei.

Texto e pesquisa: LIC 

Fonte: Maria Ana Centrone Santini

terça-feira, 8 de outubro de 2024

BELLA ITALIA - SETIMO ATTO


DA BARI A POLIGNANO A MARE

Depois de quatro horas de viagem, em estradas margeando a costa litorânea, chegamos a Bari. O percurso de aproximadamente 385 quilômetros foi cansativo, principalmente porque convivemos novamente con la spericolatezza degli automobilisti italiani. Eles dirigem como se não tivessem amanhã. Molto stressante.

Bari é uma comune da província de Bari, na região da Apuglia.

Que emoção imensa ao chegar lá. Tudo me pareceu familiar, pois Bari tem um espaço reservado no meu coração desde quando criança eu escutava as histórias que meu pai contava dessa terra distante.

Nós nos hospedamos em um Airbnb de frente para o Adriático. A cor desse mar, de um azul intenso, me pareceu único, indescritível!

Bari é bem fácil de ser visitada a pé. Foi o que fizemos durante todo aquele único dia nessa linda cidade.

Conhecemos a “Strada delle Orecchiette”, uma rua famosa onde as mulheres baresas produzem artesanalmente a típica massa orecchiette, que tem esse nome porque lembra uma pequena orelha. Abbiamo immediatamente aggiunto questa pasta e questa focaccia al nostro menu, símbolos gastronômicos de Bari.

Almoçamos orecchiette ao sugo, proprio come i pranzi della domenica a casa di mia nonna Mariana. Lembro que, já nas proximidades da sua casa, da rua, sentíamos o perfume do molho que ela apurava desde cedo.

Em Bari, a “Conserva Centrone”, cujos produtos em conserva – azeitona, beringela, tomate seco, pimentas, pepinos, picles – são conhecidos até no Brasil, pertence a parentes distantes do meu pai. Infelizmente, não conseguimos manter contato com eles, pois a fábrica estava fechada no dia que fomos até lá.

Encerramos nossa estada no agito da noite barese, nel centro storico, na Piazza del Ferrarese, próxima ao mar, entre bares, restaurantes locais, molte persone, molti giovani, luz e som.

No dia seguinte cedo, seguimos para Polignano a Mare.

Polignano a Mare fica no calcanhar da Itália, a 36 quilômetros ao sul de Bari. Seu núcleo mais antigo fica sobre um complexo rochoso voltado para o mar Adriático.

No decorrer da nossa viagem, foi surpreendente observar a diversificada geografia física e formação geológica da Itália: uma mistura de relevo montanhoso (predominante), belíssimas regiões litorâneas, lagos, falésias e vastas planícies campesinas, como da charmosa região da Toscana. 

Muitas emoções e marcantes experiências sensoriais, que me levaram às lágrimas diversas vezes, estavam por vir.

Em Polignano a Mare, onde meus avós paternos nasceram, ho sentito fortemente la presenza di mio padre, per la passione con cui parlava sempre di questa terra che, purtroppo, non ha mai conosciuto.

Ao olhar o mar de Polignano, vi os olhos do meu neto, o Lucca, naquele azul profundo, numa tonalidade inconfundível, resultado do encontro do tom esmeralda do Mar Adriático com o azul turquesa do mar Jônico.

Nos quatro dias em que ficamos por lá, pudemos presenciar alguns hábitos, costumes, tradições ainda caras aos italianos, como a celebração religiosa da Primeira Eucaristia, na igreja de San Vito, mártir, padroeiro de Polignano. A Igreja Católica Apostólica Romana tem sido a religião dominante na Itália há mais de 1.500 anos.

Em uma das praças, há uma imagem desse santo, provavelmente nascido na Sicília, cuja história está envolvida pela lenda. Filho de um pagão obstinado, aos 7 anos de idade era um cristão convicto e realizava prodígios de curas. Por sua fé, foi martirizado e morto em 15 de junho de 303 d. C. com apenas 15 anos.

Num outro momento, em uma pequena ruela, nos deparamos com uma senhorinha toda de preto. Ela nos chamou e contou em dialeto, que sua filha foi traduzindo, “che suo marito di oltre 60 anni è morto una settimana fa” e que o Zé Antônio lembrava muito ele. Pediu para abraçá-lo e beijá-lo. Nem é preciso dizer que a choradeira foi geral.

Na "Piazza Domenico Modugno", mio padre era di nuovo presente. Papai amava e escutava chorando esse cantor, um polignanesi, que ganhou o mundo cantando “Volare”, uma das mais conhecidas músicas italianas no mundo, lançada em 1958.

Além de explorarmos ao máximo Polignano a Mare nesses dias, visitamos algumas cidades da costa e do interior da Puglia, recheadas de ruínas greco-romanas e povoados milenares: Monopoli, Capitolo, Lecce, no salto da bota, Ostuni, linda, com sítios arqueológicos, muitos ainda a serem explorados, e Alberobello.

Foi com surpresa e alegria que encontrei em Ostuni, na Piazza Sant’Oronzo, a imagem de santo Oronzo (bispo), padroeiro da cidade, origine del nome del mio caro papà: Giuseppe Oronzo Centrone.

Em Alberobello, encontramos novamente San Vito, numa capela antiquíssima que primeiro recebeu sua imagem como santo protetor. Lá, conhecemos, e quase nos hospedamos em um dos “trulli” (plural de “trullo” gr. = “cúpula”), pequenas casas circulares com tetos e cúpulas cônicas, feitas em calcário, sem uso de qualquer argamassa, cimento ou rejunte, apenas pedras. Suas portas e paredes costumam ser brancas, decoradas com símbolos religiosos. Há várias explicações para a origem dessas casas que, atualmente, servem como moradia, hotel, lojas e restaurantes.

Por fim, já a caminho de Napoli, visitamos Matera, considerada uma das mais antigas cidades habitadas, com assentamentos humanos de mais de 10.000 anos atrás e organização social. Matera é famosa por seu centro histórico, conhecido como Sassi di Matera, Patrimônio Mundial da Unesco desde 1993. Os “sassi” (do latim “saxum“ = “colina” ou “grande pedra“) são cavernas esculpidas nas colinas rochosas, construídas umas sobre as outras, unidas por ruas sinuosas e escadarias íngremes, habitadas desde a Antiguidade. A Arianne e o Danilo visitaram uma igreja em uma dessas cavernas decorada com afrescos pagãos. Durante as duas Grandes Guerras, muitas famílias se refugiaram ali, o que confirmamos nas fotos penduradas nas paredes do restaurante em que almoçamos, adaptado em uma dessas sassi.

* * *

VOLARE - NEL BLU DIPINTO DI BLU
Penso che un sogno così non ritorni mai più
Mi dipingevo le mani e la faccia di blu
Poi d'improvviso venivo dal vento rapito
E incominciavo a volare nel cielo infinito

Volare oh, oh
Cantare oh, oh
Nel blu dipinto di blu
Felice di stare lassù
E volavo, volavo felice più in alto del sole
Ed ancora più su
Mentre il mondo pian piano spariva lontano laggiù
Una musica dolce suonava soltanto per me

Volare oh, oh
Cantare oh, oh
Nel blu dipinto di blu
Felice di stare lassù
Ma tutti i sogni nell'alba svaniscon perché
Quando tramonta la luna li porta con sé
Ma io continuo a sognare negli occhi tuoi belli
Che sono blu come un cielo trapunto di stelle

Volare oh, oh
Cantare oh, oh
Nel blu degli occhi tuoi blu
Felice di stare quaggiù
E continuo a volare felice più in alto del sole
Ed ancora più su
Mentre il mondo pian piano scompare negli occhi tuoi blu
La tua voce è una musica dolce che suona per me

Volare oh, oh
Cantare oh, oh
Nel blu degli occhi tuoi blu
Felice di stare quaggiù
Nel blu degli occhi tuoi blu
Felice di stare quaggiù
Con te

Texto e pesquisa: LIC 

Fonte: Maria Ana Centrone Santini

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

BELLA ITALIA - SESTO ATTO

MODENA/FERRARI - SAN BENEDETO DEL TRONTO

No dia 10 de maio, seguimos viagem em direção a Bari.

Alteramos um pouco o roteiro inicial atendendo o desejo do Danilo de conhecer o Museu Enzo Ferrari em Modena, cidade onde Enzo nasceu e abriu sua primeira oficina, a Societa Anonima Scuderia Ferrari, em 1929.

Sulle autostrade, tivemos a sensação de estarmos dirigindo num circuito usado por Enzo pra testar seus carros de corrida. Uno stress!

Automóveis e caminhões rodavam a 120 km/h ou mais, ignorando as placas de sinalização, ininteligíveis até para os nativos. A indicação de velocidade permitida, que ninguém obedecia, passava bruscamente de 30 km/h pra 130 km/h.

Sem lado definido para ultrapassar, esquerda ou direita, i conducenti italiani dirigiam colados na traseira do nosso carro. Parecia que andávamos como tartaruga, pois forçavam a ultrapassagem tendo pista livre e sem veículo algum vindo em direção contrária.

Nonostante questa insensatezza, nos maravilhamos com o cenário do percurso, de paisagens belíssimas na região da Emilia Romagna. O nome Emilia vem de uma antiga estrada romana, a Via Aemilia, construída em 187 a. C.

A Itália é todinha “costurada” por estradas, herança da época áurea do Império Romano, quando sua rede de vias se estendia a aproximadamente 80 mil km, conectando cidades, províncias e regiões distantes.

Danilo e o Zé Antônio gostaram do passeio guiado que os levou pra conhecer os dois edifícios que unem o local. Um dos prédios, de estilo futurista, tem o telhado amarelo, cor oficial da Ferrari. É a estrutura central do museu, com bilheteria, área das exposições, restaurante, café e negozio di articoli da regalo, todos com preços proibitivos em reais.

O outro prédio, uma construção típica da região, com tijolos aparentes, erguida em 1830, guarda a coleção de motores Ferrari, dos experimentais aos da Fórmula 1 de diferentes épocas.

Saindo de lá, almoçamos na estrada, fazendo uma parada estratégica em San Benedetto del Tronto al tramonto, uma cidade que eu nunca tinha ouvido falar.

San Benedetto é um mártir reverenciado pelos habitantes locais e Tronto é o nome de um rio que, com os seus 115 km de comprimento, o tornam um dos principais do lado adriático da Itália central.

San Benedetto del Tronto nasce às margens do mar Adriático. É uma das primeiras cidades litorâneas da Itália, que vive do turismo de verão, com casas, hotéis e restaurantes luxuosos.

Foi a primeira vez que vimos o mar de uma praia e lì ci siamo bagnati i piedi nell'AdriaticoIn quella spiaggia, abbiamo iniziato la nostra collezione di pietre lavate provenienti dalle coste italiane.

Texto e pesquisa: LIC

Fonte: Maria Ana Centrone Santini