O mistério profundo da fé está justamente nestas duas expressões antitéticas que percorrem, alternam e dominam o cântico: como eu sei bem (certeza), mesmo que seja noite (escuridão).
Mesmo que o tédio visite velhos e jovens, e o ódio se aninhe nos corações, mesmo que quebrem a cabeça tramando vingança, mesmo que as flores acabem no lixo e os sinos toquem a finados, e o suicídio seja a única saída para alguns, e a fatalidade, a crueldade e a deslealdade pareçam as únicas rainhas do mundo...
Como eu sei bem que o Amor governa o mundo e que, se meu Deus é todo-poderoso, também é, e acima de tudo, um Pai todo-carinhoso que cuida de nós com a ternura de uma mãe. - Ignacio Larrañaga, Mostra-me o Teu Rosto 2011, pp. 113-114.
O meu olhar. O olhar do outro. O olhar profano. E o místico. Feminino e masculino. Olhares apaixonados. Outros, razão pura. Todos, restritos. Poucos se aproximam do Infinito. São nossos olhares, distintos olhares sobre o mesmo Universo. Porque "agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face. Agora meu conhecimento é limitado, mas, depois, conhecerei como sou conhecido" (1Cor 13, 12).
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Um salto no escuro
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Fé
Só é bonito acreditar na luz quando se está de noite.
Esta é a fé que translada montanhas. - Ignacio Larrañaga, Encontro de Experiência de Deus.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Entregar-se
Crer é confiar. Crer é permitir. Crer, principalmente, é aderir, entregar-se; numa palavra, crer é amar. Que vale um silogismo intelectual se não atinge nem compromete a vida? É como uma partitura sem melodias. - Ignacio Larrañaga, O Silêncio de Maria 2012, p. 53.
terça-feira, 15 de julho de 2014
A noite escura
Deus não é para ser “entendido” analiticamente porque nunca entrará em nosso jogo acrobático de silogismos, premissas e conclusões, induções e deduções. “Entendemos” Deus de joelhos: assumindo-o, acolhendo-o, vivendo-o. [...] Conquistar (intelectualmente) a Deus? Nesse sentido, o Senhor Deus é “inexpugnável”. O difícil e necessário é deixar-se conquistar por ele. - Ignacio Larrañaga, Mostra-me o Teu Rosto 2011, p. 96.
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