Se a iniquidade for alta como uma montanha, a misericórdia do Altíssimo ultrapassa a cordilheira mais alta. - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013.
O meu olhar. O olhar do outro. O olhar profano. E o místico. Feminino e masculino. Olhares apaixonados. Outros, razão pura. Todos, restritos. Poucos se aproximam do Infinito. São nossos olhares, distintos olhares sobre o mesmo Universo. Porque "agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face. Agora meu conhecimento é limitado, mas, depois, conhecerei como sou conhecido" (1Cor 13, 12).
Mostrando postagens com marcador Salmos para a Vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Salmos para a Vida. Mostrar todas as postagens
domingo, 3 de abril de 2016
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Fugacidade
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Quem, como, onde?
Quem é Deus? Como é? Onde está? Suas reações e sentimentos são iguais aos dos homens? Definitivamente, quem é Deus? Ordem? Justiça? Força? Cavalgando os séculos, na longa peregrinação da fé, Deus foi se desvelando lentamente de mil formas, mas, em todo caso, de maneira fragmentária, através de acontecimentos, prodígios de salvação, revelações inesperadas, até que, chegada a plenitude dos tempos, tivemos a certeza total: Deus é Amor. - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, p. 131.
segunda-feira, 27 de julho de 2015
Complexo de culpa
As estatísticas mundiais sobre a depressão dizem que um dos grupos sociais de mais alto índice depressivo é o dos cristãos piedosos, devido ao cultivo do complexo de culpa. - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, p. 100.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Deus fala com o homem IV - Moisés
![]() |
| Gustave DORÉ | Moisés quebrando as Tábuas da Lei | 1861-68 |
É difícil imaginar um relacionamento tão singular e único como o que houve entre Moisés e Deus: parecem dois camaradas, ou melhor, dois veteranos de guerra. Porque o que tinham vivido fora uma guerra, e uma guerra de libertação, uma autêntica epopeia em que ambos, Moisés e Deus, lutaram lado a lado, em um combate singular: convocaram e organizaram um povo oprimido, arrancaram-no para a pátria dos livres, que é o deserto, e, caminhando na areia nua e ardente, fizeram-no marchar para um sonho remoto e quase impossível de uma pátria soberana. - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, p. 12.
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Deus fala com o homem III - Abraão
Uma imensa corrente de carinho se estabelece entre Deus e Abraão. Não é exatamente o relacionamento entre dois amigos. É muito mais, algo diferente, parecido com o relacionamento que
existe entre um pai que tem planos nobres e transcendentais para seu filho predileto, a quem assiste, abençoa, promete, estimula, prova e leva pela mão até a meta estabelecida.
![]() |
| Joseph Anton KOCH | Paisagem com Abraão e os Três Anjos no vale de Mambré | 1796 |
A confiança de Abraão é tanta que ele chega a discutir com Deus, quase de igual para igual, exigindo provas e sinais, e chegando a regatear, junto do carvalho de Mambré, em um dos diálogos mais comoventes da Bíblia (Gn 18, 22-33). - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, p. 12.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Deus fala com o homem II - Noé
"Noé andava com Deus" (Gn 6, 9). Neste capítulo, palpita uma relação entre Deus e Noé, grávida de algo parecido com ternura, em que Deus lhe comunica confidencialmente seus planos, iniciando um diálogo com um "resolvi" com sabor de segredo de estado, declarando que tem um plano de predileção para ele, porque vai "acabar toda carne", mas "contigo estabelecerei uma aliança", porque "tu és o único justo que encontrei nesta geração". - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, pp. 11-12.
![]() |
| Joseph Anton KOCH | Paisagem com as ofertas da paz de Noé | 1803 |
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Deus fala com o homem I - Adão
Dizem que a Bíblia, sem os Salmos, seria apenas um livro sobre Deus. À primeira vista, esta afirmação parece verdadeira. Mas não é.
Se a oração é diálogo, um diálogo não necessariamente de palavras, mas de interioridades, a Bíblia inteira, desde suas primeiras palavras, é um diálogo com Deus, não isento de queixas e discussões.
No amanhecer da humanidade, o homem aparece na história como um ser profundamente aberto para Deus. De fato, ao cair da tarde, Deus passeava pelo jardim (Gn 2, 8), conversando com Adão, como dois amigos. - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, p. 11.
Se a oração é diálogo, um diálogo não necessariamente de palavras, mas de interioridades, a Bíblia inteira, desde suas primeiras palavras, é um diálogo com Deus, não isento de queixas e discussões.
No amanhecer da humanidade, o homem aparece na história como um ser profundamente aberto para Deus. De fato, ao cair da tarde, Deus passeava pelo jardim (Gn 2, 8), conversando com Adão, como dois amigos. - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, p. 11.
![]() |
| MICHELANGELO Buonarroti | A criação de Adão | 1508-10 |
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Onisciência, onipresença, onipotência
[...] Deus está presente, por sua ação, até mesmo no óvulo materno e, Ele mesmo, com mãos delicadas, teceu-nos desde as células mais primitivas até a complexidade do cérebro. Não é apenas nosso criador, é nosso pai e, muito mais, é nossa mãe. Como poderá desconhecer nossos passos e nossos dias se nos acompanha desde o seio materno?! - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, p. 86.
Sim! Pois tu formaste os meus rins,
tu me teceste no seio materno.
[...]
Conhecias até o fundo do meu ser:
meus ossos não te foram escondidos
quando eu era modelado, em segredo,
tecido na terra mais profunda.
Teus olhos viam o meu embrião.
No teu livro estão todos inscritos
os dias que foram fixados
e cada um deles nele figura. - Sl 139 (138), 13-16
Sim! Pois tu formaste os meus rins,
tu me teceste no seio materno.
[...]
Conhecias até o fundo do meu ser:
meus ossos não te foram escondidos
quando eu era modelado, em segredo,
tecido na terra mais profunda.
Teus olhos viam o meu embrião.
No teu livro estão todos inscritos
os dias que foram fixados
e cada um deles nele figura. - Sl 139 (138), 13-16
domingo, 26 de abril de 2015
No declínio
Quando os ídolos caem e as colunas balançam, aí é que Deus pode transformar-se em meu Deus. - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, p. 143
sábado, 25 de abril de 2015
O não efêmero
A vida, naturalmente, traz alegrias, mas elas são efêmeras e precárias. [...]
Depois de completar tempos, de cruzar em muitas direções os velhos caminhos e de encher os arquivos de lembranças adormecidas, o homem, por si mesmo e em virtude da precipitação deixada pela vida, chega à conclusão definitiva de que a verdadeira fonte de paz e alegria, de segurança e liberdade é Deus, só Deus: Tua graça vale mais do que a vida Sl 63 (62, 4). - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, p. 52.
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Filhos da onipotência
O medo é fundamentalmente constituído por incerteza e insegurança. Por isso, o medo seria consubstancial ao fato de sentir-se homem, a partir de sua radical solidão e indigência. [...]
[...] a presença de Deus (Eu estou contigo) não “ataca” diretamente o medo, mas a solidão, mãe do medo.
Quando o homem abre seus espaços interiores para Deus, na fé e na oração, quando sente que suas solidões interiores ficam inundadas pela presença divina, quando percebe que seu desvalimento e indigência radicais foram vencidos pelo poder e riqueza de Deus, quando experimenta vivamente que esse Senhor, que plenifica e dá solidez, além de todo-poderoso também é todo carinhoso, que Deus é “seu” Deus, o Senhor é “seu” Pai, e que seu Pai o ama e o envolve, compenetra, acompanha, e que é sua fortaleza, sua segurança, sua certeza e sua libertação... então, digam-me, medo de quê? - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, pp. 60 e 63.
[...] a presença de Deus (Eu estou contigo) não “ataca” diretamente o medo, mas a solidão, mãe do medo.
Quando o homem abre seus espaços interiores para Deus, na fé e na oração, quando sente que suas solidões interiores ficam inundadas pela presença divina, quando percebe que seu desvalimento e indigência radicais foram vencidos pelo poder e riqueza de Deus, quando experimenta vivamente que esse Senhor, que plenifica e dá solidez, além de todo-poderoso também é todo carinhoso, que Deus é “seu” Deus, o Senhor é “seu” Pai, e que seu Pai o ama e o envolve, compenetra, acompanha, e que é sua fortaleza, sua segurança, sua certeza e sua libertação... então, digam-me, medo de quê? - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, pp. 60 e 63.
domingo, 1 de março de 2015
Para entrar no Reino
A maior parte das transformações que uma pessoa pode conhecer na vida aconteceu através de um desastre pessoal.
Quando o homem avança precedido pelo prestígio e seguido pelo renome como uma sombra, pisando em terra sua, é difícil impedir que acabe sentindo-se um pequeno deus.
É o que dizia Jesus: "um proprietário poderia entrar no Reino, mas como é difícil" (Mt 19, 24). - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, pp. 31-32.
Quando o homem avança precedido pelo prestígio e seguido pelo renome como uma sombra, pisando em terra sua, é difícil impedir que acabe sentindo-se um pequeno deus.
É o que dizia Jesus: "um proprietário poderia entrar no Reino, mas como é difícil" (Mt 19, 24). - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, pp. 31-32.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Maravilhar-se
A solução profunda e o segredo verdadeiro estão sempre dentro do homem.
Também a novidade, solução para a rotina, tem que vir de dentro. Uma paisagem maravilhosa, contemplada por um espectador triste, sempre vai ser uma triste paisagem. Para um melancólico, uma primavera esplêndida é como um lânguido outono.
Afinal, o que importa é a capacidade de admiração.
É essa capacidade que reveste de vida as situações reiteradas, que dá um nome novo a cada coisa. Se for a mesma coisa, percebida mil vezes, dá-lhe mil nomes diferentes. É a recriação inesgotável.
O problema, portanto, está dentro. - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, pp. 20-21.
Também a novidade, solução para a rotina, tem que vir de dentro. Uma paisagem maravilhosa, contemplada por um espectador triste, sempre vai ser uma triste paisagem. Para um melancólico, uma primavera esplêndida é como um lânguido outono.
Afinal, o que importa é a capacidade de admiração.
É essa capacidade que reveste de vida as situações reiteradas, que dá um nome novo a cada coisa. Se for a mesma coisa, percebida mil vezes, dá-lhe mil nomes diferentes. É a recriação inesgotável.
O problema, portanto, está dentro. - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, pp. 20-21.
sábado, 16 de agosto de 2014
A pedagogia divina
Não há outro caminho: para participar da onipotência divina é preciso começar experimentando a impotência humana. - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, p. 30.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Solidão, medo, angústia
O medo não é o inimigo número um do homem, é o inimigo único. O mal da morte não é a morte, é o medo da morte. O mal do fracasso não é o fracasso, é o medo de fracassar. O mal de que não me queiram ou me ponham de lado é o medo de que isso aconteça.
É espontânea e óbvia esta conclusão: removido o medo dos inimigos, os inimigos desaparecem, por mais valentões que possam estar parecendo aí na minha frente. - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, p. 62.
É espontânea e óbvia esta conclusão: removido o medo dos inimigos, os inimigos desaparecem, por mais valentões que possam estar parecendo aí na minha frente. - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, p. 62.
Assinar:
Postagens (Atom)








.jpg)