O medo não é o inimigo número um do homem, é o inimigo único. O mal da morte não é a morte, é o medo da morte. O mal do fracasso não é o fracasso, é o medo de fracassar. O mal de que não me queiram ou me ponham de lado é o medo de que isso aconteça.
É espontânea e óbvia esta conclusão: removido o medo dos inimigos, os inimigos desaparecem, por mais valentões que possam estar parecendo aí na minha frente. - Ignacio Larrañaga, Salmos para a Vida 2013, p. 62.
O meu olhar. O olhar do outro. O olhar profano. E o místico. Feminino e masculino. Olhares apaixonados. Outros, razão pura. Todos, restritos. Poucos se aproximam do Infinito. São nossos olhares, distintos olhares sobre o mesmo Universo. Porque "agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face. Agora meu conhecimento é limitado, mas, depois, conhecerei como sou conhecido" (1Cor 13, 12).
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segunda-feira, 21 de julho de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Apropriar-se
Qualquer um de nós pode sentir o desejo de possuir algo, de torná-lo “meu”, “para mim”. Esse algo pode ser uma ideia, uma pessoa, um êxito, um cargo, um projeto, um nome, a imagem de mim mesmo... Torno-os “meus” na medida que os utilizo para minha própria satisfação ou proveito.
E, assim, podemos estender uma ponte de energias adesivas, enlaçando minha pessoa com esse algo; a este enlaçamento, a este “torná-lo meu”, chamamos apropriação. O pior que pode acontecer é que esse algo seja “eu mesmo”: nesse caso, eu me transformo em proprietário de mim mesmo. [...]
Quando o “proprietário”, ligado emocional e possessivamente a algo, pressente que sua apropriação está ameaçada ou há o risco de perdê-la, emite uma descarga de energia emocional em defesa das propriedades ameaçadas; é o medo que, rapidamente, pode tomar, de acordo com o caso, a forma de sobressalto, ansiedade, agressividade. - Ignacio Larrañaga, Transfiguração 2012, pp. 49-50.
E, assim, podemos estender uma ponte de energias adesivas, enlaçando minha pessoa com esse algo; a este enlaçamento, a este “torná-lo meu”, chamamos apropriação. O pior que pode acontecer é que esse algo seja “eu mesmo”: nesse caso, eu me transformo em proprietário de mim mesmo. [...]
Quando o “proprietário”, ligado emocional e possessivamente a algo, pressente que sua apropriação está ameaçada ou há o risco de perdê-la, emite uma descarga de energia emocional em defesa das propriedades ameaçadas; é o medo que, rapidamente, pode tomar, de acordo com o caso, a forma de sobressalto, ansiedade, agressividade. - Ignacio Larrañaga, Transfiguração 2012, pp. 49-50.
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