Mostrando postagens com marcador egolatria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador egolatria. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de agosto de 2014

A ilusão de uma imagem



Vik MUNIZ | Narciso | 1961

A maior parte das tristezas íntimas do ser humano e de suas dificuldades nas relações interpessoais nascem da imagem que projetamos (de nós mesmos), cultivamos, alimentamos, servimos e adoramos. Essa é a principal fonte das frustrações interiores e das colisões fraternas.
   Parece demência ou alienação. Mas é assim mesmo que se vive: vive-se entre o desejo e o temor. A metade da vida, o ser humano luta na ofensiva para dar à luz, alimentar e “engordar” (inflar) a imagem de si mesmo (prestígio pessoal, popularidade); e, na outra metade, luta na defensiva, presa de temor, para não perder o prestígio. - Ignacio Larrañaga, Suba Comigo 2011, pp. 64-65.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

“Sereis como deuses”

   Se pudesse dominar o mundo, o homem o faria. Se pudesse apropriar-se de todas as criaturas, assim o faria. Sente uma sede insaciável de estima popular. Com frequência, sua vida é competição para ver quem logra maior supremacia. O pecado é apenas um: pretender ser “deus”.
   Tudo que ameace ofuscar seu brilho constitui um inimigo e, em seu coração, dá lugar à inimizade para desencadear uma guerra, com o fim de anular qualquer competidor.
   Quanto mais tem, crê ser mais livre, quando na realidade é mais escravo. Quanto mais propriedades possui, crê ser mais “senhor”, quando na verdade está mais atado que nunca, mais dependente é. Por seu insaciável desejo de ser o primeiro, castiga a si mesmo com invejas, rivalidades, sonhos impossíveis, manobras para lograr hegemonias que, em definitivo, o transformam em uma pobre vítima. Vive preocupado com a conquista de prestígio pessoal e, quando o consegue, vive morto de medo de perdê-lo.
   Em resumo, o homem é escravo de si mesmo e de suas apropriações, e a escravidão consiste na idolatria ou egolatria. A solução de seu problema está em desalojar o “deus-eu” e substitui-lo pelo Deus Verdadeiro. - Ignacio Larrañaga, Transfiguração 2012, pp. 71-72.