Além do silêncio, a harmonia.
Além das formas, a presença.
Além da vida, a existência.
Além dos prazeres, a alegria.
Além da força, a energia.
Além do puro, a inocência.
Além da luz, a transparência.
Além da morte, a agonia.
Além, além, sempre adiante.
Além no Absoluto, no Distante,
onde a chama se separou da lenha,
a fulgir, por si mesma, na figura
de um Infinito, já sem amargura.
E, além do Infinito, o sonho. Germano Pardo Garcia - Ignacio Larrañaga, Suba Comigo 2011, p. 210.
O meu olhar. O olhar do outro. O olhar profano. E o místico. Feminino e masculino. Olhares apaixonados. Outros, razão pura. Todos, restritos. Poucos se aproximam do Infinito. São nossos olhares, distintos olhares sobre o mesmo Universo. Porque "agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face. Agora meu conhecimento é limitado, mas, depois, conhecerei como sou conhecido" (1Cor 13, 12).
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
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