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domingo, 27 de julho de 2014

O silêncio oportunista

Por que, para a paz mundial, a derrubada do avião malaio é muito menos ameaçadora do que a invasão de Gaza
   Não pergunto aos meus botões em que mundo vivemos, temo a resposta. A crise mundial dispensa maiores apresentações. Moral e intelectual antes que econômica, embora esta confirme aquelas precedentes. Por que a humanidade rendeu-se à religião do deus mercado? Por que aceitou passivamente as leis de uma fé que aproveita a poucos e infelicita os demais?
   Às vezes me colhe a sinistra sensação de que já começou uma nova, peculiar Idade Média. O mundo, seduzido pelo chamado avanço tecnológico, vítima de uma globalização dos interesses da minoria, distanciados os homens uns dos outros não somente pelo crescente desequilíbrio social, mas também pela versatilidade da mirabolante internet, não se apercebem do eclipse dos valores e dos princípios, e da ausência de poetas e pensadores.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

À sombra da oliveira

"Na Porciúncula, vive um franciscano que dará muito o que falar no futuro. Chama-se frei Alessandro, tem 34 anos e foi descoberto este ano (2012) por Mike Hedges, empresário do U2, sendo convidado a gravar o CD Voice from Assisi nos lendários estúdios dos Beatles em Abbey Road, em Londres. Alessandro revelou-se um grande tenor, comparável a Andrea Bocelli. No álbum lançado há um mês (novembro) canta, entre outras, em seu humilde hábito franciscano, peças famosas como Irmão Sol, Irmã Lua, do filme de Zeffirelli, a Ave Maria de Schubert, o Kyrie da Misa Criolla do argentino Ariel Ramírez (1964), até as Lodi di Dio Altissimo, baseadas em uma oração escrita pelo próprio São Francisco no século XIII."
Fonte: Oliviero Pluviano. O Som da Imagem. CartaCapital, 15 dez. 2012. http://www.cartacapital.com.br/cultura/a-sombra-da-oliveira