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| Salvador DALÍ | Crucifixion (Corpus Hypercubus) | 1954 |
O meu olhar. O olhar do outro. O olhar profano. E o místico. Feminino e masculino. Olhares apaixonados. Outros, razão pura. Todos, restritos. Poucos se aproximam do Infinito. São nossos olhares, distintos olhares sobre o mesmo Universo. Porque "agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face. Agora meu conhecimento é limitado, mas, depois, conhecerei como sou conhecido" (1Cor 13, 12).
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sexta-feira, 25 de março de 2016
Abandono
[...] e Jesus deu um forte grito: "Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito". Dizendo isto, expirou. Lc 23, 46
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Sem temor a Deus
A Teresa d'Ávila foi atribuída a autoria deste que é considerado um dos mais belos poemas da língua espanhola. Embora não existam provas de que ela o tenha escrito, este poema reflete bem o pensamento de quem se tornaria santa Teresa de Jesus, uma das quatro doutoras da Igreja.
el cielo que me tienes prometido,
ni me mueve el infierno tan temido
para dejar por eso de ofenderte.
Tú me mueves, Señor; muéveme el verte
clavado en una cruz y encarnecido;
muéveme ver tu cuerpo tan herido;
muévenme tus afrentas y tu muerte.
Muéveme, en fin, tu amor, y en tal manera,
que aunque no hubiera cielo, yo te amara,
y aunque no hubiera infierno, te temiera.
No me tienes que dar porque te quiera,
pues aunque lo que espero no esperara,
lo mismo que te quiero te quisiera.
Não me move, meu Deus, para querer-te
Soneto a Cristo crucificado
No me mueve mi Dios, para quererteel cielo que me tienes prometido,
ni me mueve el infierno tan temido
para dejar por eso de ofenderte.
Tú me mueves, Señor; muéveme el verte
clavado en una cruz y encarnecido;
muéveme ver tu cuerpo tan herido;
muévenme tus afrentas y tu muerte.
Muéveme, en fin, tu amor, y en tal manera,
que aunque no hubiera cielo, yo te amara,
y aunque no hubiera infierno, te temiera.
No me tienes que dar porque te quiera,
pues aunque lo que espero no esperara,
lo mismo que te quiero te quisiera.
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| DALÍ, Salvador | Crucifixão | Corpus Hypercubicus | 1954 |
o céu que me hás um dia prometido:
e nem me move o inferno tão temido
para deixar por isso de ofender-te.
Tu me moves, Senhor, move-me o ver-te
cravado nessa cruz e escarnecido.
Move-me no teu corpo tão ferido
ver o suor de agonia que ele verte.
Moves-me ao teu amor de tal maneira
que a não haver o céu ainda te amara
e a não haver o inferno te temera.
Nada me tens que dar porque te queira;
que se o que ouso esperar não esperara,
o mesmo que te quero te quisera.
*tradução de Manuel Bandeira
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