“Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.”
Esse
aforismo de Shakespeare me fez lembrar de uma lombalgia, a que eu tive naquele
mês, uma dor na região lombar que a Medicina classifica como aguda ou crônica
dependendo de como aparece e do tempo de duração.
Apareceu inesperadamente. Fui dormir bem, acordei mal. Acreditei que seria de curta duração e encontrei
rapidamente a causa. “Tenho que voltar a fazer musculação.” Eu abandonara a
academia por contraposição de gostos e gastos entre nós.
Atualmente,
pratico corrida lenta e relaxada. Já pratiquei – na minha década dos 30 – corrida
de intensidade elevada e rápida, com objetivo de performance, mas sem espírito
competitivo. Tenho “preguiça” de superar a mim mesma.
E isso começou quando, por causa do Dr. Cooper, correr se tornou o esporte para todos.
Praticar “cooper” podia ser num parque público ou na rua, na hora que se quisesse
ou pudesse, com apenas dois pré-requisitos: roupa e tênis adequados. Eram
os anos 70, período que ficou conhecido como o do “boom da corrida”.
Depois
dessa divagação, justificando a necessidade de exercícios de musculação se eu
quiser continuar a correr, volto à lombalgia.
O diagnóstico correto e preciso foi feito pelo meu médico homeopata. O tratamento começou no dia 5 daquele mês com as seguintes prescrições: cinco gotas de Arnica Montana 6CH três vezes ao dia, massagem reparadora com óleo concentrado de arnica, bolsa de água quente de manhã e à noite, fisioterapia, evitar carregar peso, correção postural e nada de corrida.
Vinte e um dias depois, continuava lá, me impedindo de ficar em pé ou sentada por mais que
15 minutos, de me curvar (descobri o quanto faço objetos
caírem no chão), de girar o tronco, de dormir confortavelmente, vestir e calçar
sapatos etc.
Alguém
aguenta dor bem-humorado? Pois nem eu. O mau humor foi chegando, consumindo
minha energia mental.
Como para esse mau não há remédio, apelei.
Sem
consultar meu médico, fui à drogaria do Carlos, me “consultei” com o farmacêutico
de plantão sobre qual antinflamatório de venda livre estava em alta
popularidade, comprei e iniciei a ingestão imediata segundo a posologia
recomendada na bula. Nem li os possíveis efeitos colaterais. O que os olhos não
veem, o corpo não sente.
No primeiro dia, nada aconteceu. No segundo dia, leve desconforto ao me curvar (os objetos continuavam escapando das minhas mãos). No terceiro dia, incômodo só ao deitar. No quarto dia, já calçava os sapatos como uma jovem. No quinto dia, ela tinha ido embora e... ganhei uma gastrite.
Alopatas de plantão, me recomendaram omeprazol. Dessa vez, li a bula online antes de comprar.
Como um bom filho à casa torna, eu voltei. Me curei com chá de espinheira-santa e paciência.
Moral
da história: Shakespeare e a Homeopatia são precisos.
LIC
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